
- SLC Agrícola (SLCE3) vê Brasil como novo polo global do agro
- Companhia aposta em irrigação para elevar produtividade
- Empresa reforçou compromisso com pagamento de dividendos
A SLC Agrícola (SLCE3) avalia que o Brasil entrou definitivamente no centro da segurança alimentar global em meio às guerras, tensões comerciais e disputas geopolíticas entre grandes potências.
Segundo o CEO Aurélio Pavinato, conflitos como a guerra na Ucrânia e as disputas entre Estados Unidos e China abriram espaço para o país assumir protagonismo crescente nas exportações agrícolas mundiais.
Brasil ganha força como fornecedor global
A companhia afirmou que o país passou a ocupar espaços estratégicos no mercado internacional sempre que grandes produtores enfrentam crises geopolíticas.
Quando a guerra atingiu a Ucrânia, o Brasil ampliou exportações de milho. Já durante a guerra comercial entre americanos e chineses, a soja brasileira ganhou ainda mais relevância global.
Além disso, projeções do Departamento de Agricultura dos EUA apontam que o Brasil deverá liderar o crescimento da produção agrícola mundial nas próximas décadas.
Logística e irrigação viram foco da estratégia
Apesar do cenário favorável, a companhia vê a infraestrutura logística como principal gargalo para destravar valor no agronegócio brasileiro.
Segundo a administração, o custo elevado do frete reduz competitividade frente a produtores dos Estados Unidos e da Argentina, pressionando margens do setor.
Enquanto isso, a empresa acelera investimentos em irrigação para reduzir impactos climáticos e elevar produtividade. A área irrigada deverá saltar de 16 mil para 53 mil hectares, principalmente na Bahia.
Empresa reforça geração de valor ao acionista
A companhia também destacou a estratégia de reciclagem de ativos agrícolas para financiar expansão operacional.
No último ano, o grupo vendeu cerca de R$ 1 bilhão em terras e utilizou os recursos para instalar sistemas de irrigação nas mesmas áreas, aumentando produtividade e potencial de geração de caixa.
Além disso, a empresa reafirmou compromisso com distribuição de dividendos, mantendo política de payout equivalente a metade do lucro líquido.