
- Aumento de oferta global pressiona cenário para 2026
- Preços da celulose sobem, mas real forte reduz receitas em reais
- Custos elevados e demanda fraca limitam melhora do setor
O setor de papel e celulose voltou a mostrar sinais positivos com a alta recente dos preços internacionais. Ainda assim, o avanço do real frente ao dólar mantém os investidores cautelosos com Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11).
Com o dólar próximo de R$ 5, o mercado já começa a precificar pressão sobre receitas em reais, reduzindo o apetite pelos papéis no curto prazo.
Preços sobem, mas cenário segue misto
Segundo a XP, os preços da celulose avançaram para cerca de US$ 600/t na fibra curta e US$ 700/t na fibra longa.
Apesar disso, o movimento não foi suficiente para animar o mercado, já que a valorização cambial reduz a conversão de receita para empresas exportadoras.
Além disso, o setor ainda enfrenta custos mais elevados com cavaco de madeira, químicos e logística, o que limita ganhos de margem.
Oferta domina e pressiona expectativas
No curto prazo, a dinâmica de preços segue mais ligada à oferta global do que à demanda, conforme avaliação dos analistas.
O mercado ainda absorve cortes de produção recentes, enquanto a demanda chinesa mostra sinais mais fracos em alguns segmentos.
Com isso, mesmo com preços em alta, a visibilidade para crescimento de receita e rentabilidade continua limitada.
Segundo semestre preocupa investidores
O Itaú BBA projeta um cenário mais desafiador para o 2º semestre de 2026, com aumento de oferta global.
A retomada florestal na Indonésia e novos projetos, como o OKI II, devem pressionar preços no médio prazo.
Diante desse quadro, o mercado segue seletivo, mesmo com recomendações positivas para SUZB3 e visão mais mista para KLBN11.