
- • BBA mantém recomendação de compra para SUZB3
- • Fibra curta sustenta preços e favorece a companhia
- • Fibra longa enfrenta pressão com excesso de oferta
O Itaú BBA destacou um cenário divergente no setor de celulose e manteve visão positiva para a Suzano (SUZB3), com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 70.
Na avaliação do banco, a exposição da empresa à celulose de fibra curta sustenta a tese.
Fibra curta impulsiona o setor
A celulose de fibra curta segue beneficiada por restrições de oferta. Nesse contexto, problemas na Indonésia reduziram a produção global.
Além disso, a demanda chinesa mostrou força no início de 2026. Como resultado, os preços encontram suporte.
Esse cenário favorece diretamente a Suzano.
Oferta limitada sustenta preços
A produção global enfrenta limitações relevantes. A perda pode chegar a 600 mil toneladas em 2026, caso persistam as disrupções.
Ao mesmo tempo, novos projetos foram adiados. Dessa forma, o equilíbrio entre oferta e demanda segue apertado.
Com isso, o ambiente permanece positivo para a fibra curta.
Fibra longa enfrenta pressão
Por outro lado, a celulose de fibra longa sofre com estoques elevados. A China aumentou sua produção local e pressiona o mercado.
Além disso, ocorre substituição por alternativas mais baratas. Portanto, a demanda perde força.
Esse movimento reduz margens e pode levar a cortes de produção.
Tese positiva para Suzano
Apesar da volatilidade recente das ações, o BBA mantém visão construtiva. A empresa está melhor posicionada dentro do setor.
Além disso, a maior exposição à fibra curta aumenta a resiliência. Consequentemente, o potencial de valorização se mantém.
Assim, o cenário atual reforça a atratividade de SUZB3.