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Tesouro Direto perde os 14%; ainda vale aproveitar as taxas atuais?

Após pico recente, juros recuam com alívio global e mudam o cenário para investidores.

Tesouro Direto cresce
Tesouro Direto cresce
  • Prefixados saem dos 14%, mas seguem próximos de 13,9% ao ano
  • Títulos IPCA+ continuam pagando mais de 7% de juro real
  • Queda das taxas valoriza quem já investiu e muda estratégia

O Tesouro Direto iniciou abril com uma virada importante nas taxas. Depois de atingir níveis acima de 14% ao ano, os títulos públicos passaram a recuar.

Ainda assim, o novo patamar continua elevado e mantém o interesse dos investidores.

Taxas caem após máximas recentes

Os títulos prefixados deixaram para trás o pico recente.

O Tesouro Prefixado 2029 recuou para cerca de 13,68%, enquanto papéis mais longos seguem próximos de 13,9%.

Ao mesmo tempo, os títulos atrelados à inflação também cederam, com o Tesouro IPCA+ 2032 em torno de IPCA + 7,66%.

Alívio global puxa juros para baixo

Esse movimento acompanha uma melhora no cenário externo.

Isso porque a redução das tensões no Oriente Médio diminuiu a pressão sobre o petróleo.

Nesse sentido, o mercado passou a revisar expectativas para a inflação e para a trajetória da Selic.

Investidor vê efeito imediato na carteira

Com a queda das taxas, os preços dos títulos sobem.

Na prática, quem já estava posicionado voltou a ver ganhos após o período de perdas em março.

Por outro lado, novos investidores encontram taxas um pouco menores do que nos dias anteriores.

Ainda existe oportunidade?

Mesmo com a queda, os níveis continuam atrativos.

Dessa forma, títulos longos ainda oferecem prêmios relevantes em relação ao histórico recente.

Além disso, produtos como IPCA+, Renda+ e Educa+ seguem pagando juros reais acima de 7% ao ano.

Onde estão as melhores taxas agora

Entre os principais destaques:

  • Prefixado 2032 perto de 13,91% ao ano
  • Prefixado com juros 2037 em torno de 13,97% ao ano
  • IPCA+ 2045 próximo de IPCA + 7,23%
  • IPCA+ 2050 acima de IPCA + 7,00%

Enquanto isso, o mercado acompanha os próximos passos do Copom.

A decisão será decisiva para indicar se a queda nas taxas continua ou se foi apenas um ajuste pontual.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.