
- JPMorgan manteve recomendação de compra para Ultrapar (UGPA3).
- Banco projeta distribuição de R$ 2,8 bilhões em dividendos já em 2026.
- Forte geração de caixa e rápida desalavancagem sustentam a expectativa de proventos elevados.
A Ultrapar (UGPA3) pode entrar em um novo ciclo de forte distribuição de dividendos, segundo avaliação do JPMorgan. O banco reiterou recomendação de compra para as ações da companhia e afirmou que o mercado ainda subestima sua capacidade de geração de caixa e de remuneração aos acionistas.
Na visão dos analistas, a combinação de margens elevadas na distribuição de combustíveis, disciplina financeira e rápida redução do endividamento abre espaço para uma distribuição de R$ 2,8 bilhões em proventos já em 2026.
Margens elevadas fortalecem a geração de caixa
O JPMorgan destaca que o mercado brasileiro de distribuição de combustíveis continua favorecido por um ambiente competitivo mais racional e pela manutenção de margens acima dos níveis históricos.
Segundo o banco, as margens integradas do diesel passaram de cerca de R$ 0,95 por litro antes da recente crise para um pico de R$ 1,75, estabilizando-se atualmente em torno de R$ 1,50 por litro.
Na avaliação dos analistas, o repasse gradual da queda dos custos de importação deve continuar sustentando a rentabilidade do setor, permitindo que empresas como a Ultrapar mantenham forte geração de caixa.
Dividendos entram no centro da tese
O banco estima que a Ultrapar gere cerca de R$ 3,8 bilhões em fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) ao longo de 2026, equivalente a um rendimento de aproximadamente 11,2%.
Com esse desempenho, a relação entre dívida líquida e Ebitda poderá cair para 0,8 vez até o fim de 2026, mesmo antes de considerar distribuições extraordinárias.
Segundo o JPMorgan, como a companhia não possui grandes aquisições previstas e apresenta um balanço sólido, o destino natural desse excesso de caixa tende a ser a remuneração dos acionistas. Nesse cenário, uma distribuição de R$ 2,8 bilhões em dividendos seria plenamente viável, mantendo a alavancagem em apenas 1,1 vez dívida líquida/Ebitda.