Novo impulso

Vale (VALE3) ganha novo fôlego e mercado vê espaço para reprecificação além do minério

Alta do níquel reacende tese de valor e reforça visão construtiva sobre ações da mineradora.

Vale - Crédito: Shutterstock
Vale - Crédito: Shutterstock
  • Vale (VALE3) inicia 2026 em alta, sustentada por minério de ferro e melhora do cenário macro
  • Disparada do níquel surge como novo catalisador e ainda está pouco precificada
  • BTG Pactual vê espaço para reprecificação relevante e mantém recomendação de compra

As ações da Vale (VALE3) iniciaram 2026 em alta, impulsionadas não apenas pela resiliência do minério de ferro, mas também por um novo vetor de otimismo vindo dos metais básicos.

Embora o minério siga como principal motor, analistas dizem que a forte valorização do níquel pode destravar reprecificação das ações no curto e médio prazo.

Minério sustenta início positivo do ano

Inicialmente, a Vale (VALE3) avançou com apoio do cenário macro mais favorável, além da expectativa de estímulos monetários na China, principal mercado consumidor da commodity.

Além disso, dados recentes indicam crescimento consistente das exportações brasileiras de minério de ferro no fim de 2025, reforçando a visão positiva para a mineradora.

Nesse contexto, casas como Bradesco BBI e XP mantêm preferência pela Vale (VALE3) frente às siderúrgicas, diante de fundamentos mais sólidos.

Níquel vira surpresa positiva para o mercado

No entanto, o principal diferencial recente veio do níquel, ativo historicamente visto como um ponto fraco da companhia.

Nas últimas semanas, o preço do níquel subiu mais de 25%, saindo de cerca de US$ 14 mil para acima de US$ 18 mil por tonelada, movimento que chamou a atenção de analistas.

Segundo o BTG Pactual, essa alta ainda não está totalmente refletida no preço da VALE3, o que abre espaço para revisão de expectativas.

Reprecificação pode destravar valor relevante

Atualmente, a divisão de metais básicos da Vale ainda é precificada como se a empresa fosse exclusivamente dependente do minério de ferro.

Entretanto, estimativas indicam que essa unidade pode representar 15% a 20% do Ebitda consolidado, com potencial de superar US$ 4 bilhões em 2026 caso os preços se sustentem.

Nesse cenário, o BTG avalia que apenas a reprecificação da divisão de metais básicos poderia destravar até 20% de valor adicional para o equity da Vale (VALE3).

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.