
- Vale (VALE3) pode destravar valor na divisão de metais básicos
- Produção de cobre pode superar 500 mil toneladas por ano
- Unidade já representa mais de 20% do Ebitda da mineradora
A divisão de metais básicos da Vale (VALE3) pode esconder valor relevante ainda pouco refletido no preço da ação, segundo avaliação do Bradesco BBI.
O banco destaca que a área já ganhou peso relevante no resultado da companhia e tende a crescer nos próximos anos.
Produção de cobre deve disparar
A Vale (VALE3) projeta elevar sua produção de cobre para mais de 500 mil toneladas por ano nos próximos cinco anos.
Além disso, o crescimento virá de projetos em Carajás, incluindo Bacaba (2028), expansão de Salobo (2029) e projeto Alemão (2030).
Desse modo, a produção deve ampliar a exposição ao ouro como subproduto, com potencial para superar 700 mil onças.
Divisão já ganha peso no lucro
A combinação de preços mais altos, maior escala e diluição de custos elevou a participação da unidade de metais básicos no resultado da empresa.
Ademais, segundo o banco, a divisão respondeu por mais de 20% do Ebitda da Vale (VALE3) em 2025.
Portanto, essa participação pode atingir cerca de 30% em 2026, além de representar aproximadamente 25% da geração de caixa.
Desconto ainda existe na ação
Mesmo com essa perspectiva de crescimento, o banco avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial da divisão.
Atualmente, VALE3 negocia a cerca de 4,6 vezes EV/Ebitda estimado para 2026, nível abaixo de pares globais.
Por isso, o Bradesco BBI manteve recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 102.