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Venda da CBA (CBAV3) escancara corrida global por bauxita e muda jogo da ação

Entrada de Chinalco e Rio Tinto reforça tese estratégica, mas limita upside no curto prazo.

Imagem/Reprodução Logo CBA
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  • CBAV3 é vendida por R$ 10,50 por ação, com prêmio limitado
  • Chinalco e Rio Tinto entram para garantir acesso estratégico à bauxita
  • OPA e deslistagem passam a ser cenário provável no curto prazo

A CBA (CBAV3) informou que sua controladora, a Votorantim, acertou a venda de cerca de 69% do capital da companhia para uma joint venture entre Chinalco e Rio Tinto por R$ 4,69 bilhões, equivalente a R$ 10,50 por ação.

O valor representa prêmio de apenas 1,5% sobre o fechamento anterior, o que torna a operação neutra para a tese de investimento, segundo analistas, após a ação acumular alta de cerca de 100% em 12 meses.

O que muda para os acionistas

O UBS BB estima o enterprise value da transação em R$ 10 bilhões, considerando dívida líquida de R$ 3,3 bilhões, em linha com avaliações anteriores.

Com o alumínio a US$ 3.200 por tonelada, a expectativa é de EBITDA de R$ 2 bilhões em 2026, o que implica múltiplo de cerca de 5x EV/EBITDA, nível considerado justo.

Além disso, a governança da CBA garante tag along aos minoritários, elevando a probabilidade de OPA e deslistagem da B3, menos de cinco anos após o IPO.

Por que China e Rio Tinto entram no negócio

Segundo a XP Investimentos, a aquisição reforça a estratégia da China de garantir acesso estrutural à bauxita, insumo crítico para o alumínio.

Além disso, a operação amplia a diversificação do suprimento global, reduzindo a dependência de Austrália e Guiné, além de fortalecer o controle upstream da cadeia.

Nesse contexto, a CBA oferece ativos verticalizados e projetos estratégicos, como o Projeto Rondon, aumentando a resiliência da operação no longo prazo.

Movimento estratégico da Votorantim

Para a Votorantim, a venda está alinhada ao rebalanceamento de portfólio, com redução da exposição a commodities cíclicas.

Ademais, o grupo vem direcionando capital para infraestrutura e utilities, por meio de ativos como Motiva e Auren.

Por fim, a saída da CBA reforça a mudança para negócios mais estáveis, regulados e previsíveis, segundo analistas.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.