
- WEG (WEGE3) caiu após corte de preço-alvo do BBI
- Banco vê ciclo pesado de investimentos até 2029
- Mercado monitora pressão sobre margens e geração de caixa
A WEG (WEGE3) voltou a cair na Bolsa após o Bradesco BBI reduzir o preço-alvo da companhia e reforçar preocupações com um ciclo prolongado de investimentos e pressão nas margens.
As ações recuaram mais de 1% durante a sessão, ampliando as perdas acumuladas no ano para cerca de 11%.
Mercado reage a ciclo pesado de investimentos
O BBI reduziu o preço-alvo da companhia de R$ 50 para R$ 48, mantendo recomendação neutra para os papéis.
Segundo os analistas, a empresa deverá atravessar um período mais intenso de investimentos até pelo menos 2029, pressionando geração de caixa no curto prazo.
Além disso, a companhia projeta cerca de R$ 3,6 bilhões em capex em 2026, enquanto o pico dos investimentos pode atingir aproximadamente R$ 4 bilhões em 2027.
Expansão segue forte apesar da pressão
Os recursos estão sendo direcionados para ampliação da capacidade de transformadores, armazenamento de energia em baterias e novas plantas industriais.
Apesar do impacto negativo inicial, o banco ainda vê potencial robusto de crescimento entre 2027 e 2029 com a entrada das novas capacidades em operação.
Enquanto isso, investidores seguem monitorando os efeitos de câmbio, custos de matéria-prima e mão de obra sobre as margens da companhia.
Valuation ainda limita maior otimismo
Mesmo após a correção recente das ações, os analistas avaliam que os papéis continuam negociando com múltiplos elevados frente ao cenário de curto prazo.
O mercado também acompanha a desaceleração do crescimento em 2026, fator que reduziu parte do apetite comprador pela companhia nos últimos meses.
Ainda assim, a percepção de longo prazo segue positiva por causa da expansão global da empresa e da demanda crescente por infraestrutura elétrica e energética.