
- JPMorgan e Bradesco BBI elevaram a recomendação para compra das ações da WEG (WEGE3).
- Preços-alvo foram elevados para R$ 56 e R$ 60, indicando potencial de valorização de até 30%.
- Expansão da capacidade, eletrificação, data centers e armazenamento de energia sustentam a tese positiva para a companhia.
A WEG (WEGE3) ganhou reforço das principais casas de análise de Wall Street após divulgar resultados considerados sólidos no segundo trimestre de 2026. JPMorgan e Bradesco BBI elevaram suas recomendações para compra, citando uma combinação de crescimento acelerado, valuation mais atrativo e oportunidades estruturais ligadas à eletrificação.
As ações chegaram a subir quase 4% durante o pregão da segunda-feira (27), mas encerraram o dia com alta de 0,89%, cotadas a R$ 46,40.
Bancos elevam preço-alvo da WEG
O Bradesco BBI revisou a recomendação de neutra para outperform (compra) e elevou o preço-alvo de R$ 48 para R$ 60, enxergando potencial de valorização de aproximadamente 30%.
Já o JPMorgan passou a recomendar overweight (compra) para a companhia e definiu preço-alvo de R$ 56 até dezembro de 2027.
Na avaliação das instituições, a WEG inicia uma nova fase de crescimento após anos de investimentos para ampliar sua capacidade produtiva, principalmente no segmento de transformadores.
Expansão e IA reforçam perspectivas
Os analistas destacam que a expansão das fábricas de transformadores deve impulsionar as receitas da companhia nos próximos anos, com expectativa de dobrar a capacidade instalada em relação a 2023.
Além disso, a empresa é apontada como uma das principais beneficiárias do avanço da eletrificação, dos projetos de armazenamento de energia (BESS), da expansão dos data centers e da crescente demanda por infraestrutura elétrica.
Apesar dos riscos relacionados às tarifas dos Estados Unidos, os bancos acreditam que os ganhos de escala, a maior utilização das novas unidades e o crescimento das receitas internacionais devem sustentar uma nova etapa de expansão para a WEG (WEGE3).