
- Zuckerberg perde US$ 29,2 bilhões e cai para o 5º lugar no ranking dos mais ricos.
- Meta (M1TA34) desaba 11% após anúncio de emissão de US$ 30 bilhões em dívida.
- Bezos e Page ultrapassam o fundador do Facebook, impulsionados pelo avanço da IA e nuvem.
Mark Zuckerberg não é mais o quarto homem mais rico do planeta. Após a Meta (M1TA34) despencar 11% na bolsa, o CEO perdeu US$ 29,2 bilhões em um único pregão, ficando em quinto lugar no Bloomberg Billionaires Index, o nível mais baixo em quase dois anos.
A queda ocorreu após o anúncio de uma emissão de US$ 30 bilhões em dívida, o que acendeu o alerta entre investidores sobre o ritmo dos gastos em inteligência artificial. O tombo também marca a quarta maior perda diária já registrada no índice da Bloomberg provocada por variações de mercado.
SEÇÃO 1 — Meta enfrenta desconfiança
A Meta informou que pretende emitir títulos para ampliar os investimentos em pesquisa e infraestrutura de IA. A decisão foi recebida com ceticismo, refletindo a crescente preocupação com o endividamento corporativo em um cenário de juros mais altos.
Além disso, os papéis da empresa caíram para o menor nível desde 2022, apagando parte dos ganhos acumulados neste ano. Até o tombo, as ações subiam 28% em 2025, o que havia adicionado US$ 57 bilhões ao patrimônio de Zuckerberg.
Desse modo, segundo analistas, o mercado teme que a Meta esteja exagerando na aposta em IA, mesmo com margens já pressionadas pelos altos custos de desenvolvimento.
Bezos e Page ultrapassam Zuckerberg
Com a derrocada, Jeff Bezos, fundador da Amazon (AMZO34), e Larry Page, cofundador da Alphabet (GOGL34), ultrapassaram Zuckerberg na lista dos mais ricos. É a primeira vez desde 2023 que ambos aparecem à frente do criador do Facebook.
Ademais, as ações da Alphabet avançaram 2,5% após divulgar um resultado acima das expectativas, impulsionado pela demanda por serviços de nuvem e IA. Logo, o movimento reforça a distância entre as gigantes tecnológicas na corrida por infraestrutura digital e computação em nuvem.
Bezos, por sua vez, vem se beneficiando da forte valorização da Amazon, cujas ações dispararam mais de 30% desde abril, impulsionadas pela divisão AWS, que cresce em ritmo acelerado.
Mercado atento ao custo da IA
Antes da queda, a Meta era destaque entre as “Sete Magníficas” da bolsa americana. Agora, a percepção mudou. Investidores avaliam se o plano bilionário de Zuckerberg para IA trará retorno rápido ou se apenas ampliará o risco financeiro da empresa.
Ao menos dois bancos de investimento rebaixaram a recomendação para o papel, após a companhia afirmar que pode gastar até US$ 118 bilhões em 2025 e possivelmente mais em 2026. Assim, esse volume representa um salto inédito nos gastos de capital desde a fundação da empresa.
Portanto, apesar do alerta, parte do mercado ainda vê potencial de longo prazo na estratégia, caso os projetos de IA tragam novos produtos ou fortaleçam o ecossistema do metaverso.