
O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou que a América do Sul está despertando do que chamou de “pesadelo do socialismo do século 21” e confirmou que trabalha ativamente na formação de um bloco regional de governos de direita para promover as “ideias da liberdade” e combater o socialismo.
Socialismo é “farsa criada por bandidos para empobrecer população”
Em entrevista à CNN, exibida no final de dezembro de 2025, Milei afirmou: “Parece que a região acordou do pesadelo do socialismo do século 21. As pessoas estão descobrindo que efetivamente é uma farsa“. Ele criticou duramente o socialismo, descrevendo-o como uma “farsa criada por um conjunto de bandidos para tomar o poder e empobrecer a população“, e classificou suas variantes, incluindo o “socialismo do século 21” e a agenda “woke“, como um “câncer” a ser enfrentado.
Questionado diretamente sobre a criação de um grupo de países alinhados à direita, o líder argentino respondeu: “Não tenha dúvidas, estou trabalhando ativamente para isso“. Segundo Milei, o bloco ainda não tem nome definido, mas já envolve articulações com cerca de dez países da região. A proposta central seria “abraçar a liberdade e enfrentar o câncer do socialismo nas suas diferentes versões”.
Vitória da direita na América Latina
Milei celebrou recentes vitórias de candidatos de direita e centro-direita na América Latina, citando exemplos como José Kast no Chile, Rodrigo Paz na Bolívia e Daniel Noboa no Equador. Ele mencionou alinhamentos com líderes como Santiago Peña (Paraguai), Nayib Bukele (El Salvador) e Nasry Asfura (Honduras). Fora da região, Milei tem expressado admiração por figuras como Donald Trump (EUA), Giorgia Meloni (Itália), Viktor Orbán (Hungria) e Benjamin Netanyahu (Israel).
As declarações de Milei sinalizam uma tentativa de contrapor blocos regionais tradicionais, como a Celac, dominada por governos de esquerda, com uma aliança conservadora focada em liberalismo econômico e discurso antissocialista. A iniciativa reflete o avanço de governos de direita na região nos últimos anos, embora países como Brasil, Colômbia e Uruguai mantenham administrações progressistas.