
- Azul (AZUL4) teve plano de recuperação aprovado e poderá sair do Chapter 11 em 2026.
- United e American Airlines investirão US$ 200 milhões e ficarão com 17% do capital.
- Mais de US$ 2,6 bilhões em dívidas foram eliminados, com conversão de títulos em ações.
A Azul Linhas Aéreas (AZUL4) obteve aval da Justiça dos Estados Unidos para executar seu plano de reestruturação de dívida e avançar para a saída do Chapter 11. A decisão fortalece o caixa e reduz de forma relevante o endividamento da companhia.
O juiz Sean Lane, do Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York, aprovou o plano apoiado pelos credores. Com isso, a empresa poderá deixar a recuperação judicial no início de 2026, conforme o cronograma apresentado.
Redução expressiva do endividamento
O acordo elimina mais de US$ 2,6 bilhões em dívidas e contratos de leasing de aeronaves. Além disso, a reestruturação prevê a captação de até US$ 950 milhões em novos aportes de capital, segundo documentos do processo.
Ao mesmo tempo, credores detentores de aproximadamente US$ 1,8 bilhão em títulos aceitaram trocar os papéis por participação acionária. Dessa forma, a pressão sobre o balanço da empresa diminui de maneira relevante.
O plano recebeu amplo apoio dos credores e incluiu acordos com financiadores estratégicos. Entre eles está a AerCap, maior arrendadora de aeronaves da Azul.
Investimento estratégico das aéreas americanas
Como parte da reestruturação, United Airlines e American Airlines farão aportes diretos na companhia. Cada uma investirá US$ 100 milhões, ficando com 8,5% do novo capital.
Assim, as duas empresas somarão 17% de participação acionária após a saída da Azul do Chapter 11. Segundo a Bloomberg Intelligence, o movimento reforça a credibilidade do plano e amplia as alianças internacionais da aérea brasileira.
No entanto, o plano ainda depende de aprovações regulatórias no Brasil, conforme informado por advogados da companhia em audiência anterior.
Contexto do pedido de recuperação
A Azul (AZUL4) entrou com pedido de recuperação judicial em maio, nos EUA. A decisão ocorreu após um longo período de custos elevados, efeitos persistentes da pandemia e volatilidade no preço do combustível.
Enquanto isso, o setor aéreo segue pressionado. No Brasil, a Gol (GOLL54) também buscou proteção judicial. Já a americana Spirit Aviation entrou novamente em recuperação em agosto.
Em comunicado, a Azul afirmou que o novo desenho financeiro e a reestruturação da frota tornam a empresa mais sólida e resiliente para enfrentar choques econômicos futuros.