
Em uma reviravolta que está dando o que falar nos bastidores da mídia brasileira, o apresentador Pedro Bial abriu o jogo e admitiu arrependimento por uma piada polêmica que fez sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso, revelado em entrevista ao programa Provoca, da TV Cultura, com Marcelo Tas, reacende uma ferida antiga: anos atrás, Bial insinuou publicamente que Lula era mentiroso, ao ponto de dizer que só o entrevistaria ao vivo com um detector de mentiras ao lado
Tudo começou em 2021, durante o Manhattan Connection. Na época, Lula havia declarado que só daria entrevista à Globo se fosse ao vivo, para evitar edições manipuladas. Bial não deixou barato e rebateu com uma “piada” que explodiu: “Ao vivo, então só com polígrafo!“. A implicação era clara – o presidente não seria confiável sem um aparelho para detectar mentiras. O comentário rendeu a Bial uma onda de críticas e “cancelamentos“, como ele mesmo contou:
“Fui cancelado umas 30 vezes porque disse que o Lula mentia”.
Arrependimento
Agora, anos depois, com Lula no Palácio do Planalto, Bial volta atrás e confessa o erro. “Queria aproveitar aqui e dizer que eu me arrependo de ter feito uma piada sobre o Lula, que ele ficou muito magoado“, declarou o apresentador. Segundo ele, a brincadeira azeda custou caro: Lula nunca mais o atendeu para uma entrevista propriamente dita, embora tenha conversado sobre outros temas, como a biografia da ex-jogadora de vôlei Isabel Salgado.
“Ele saber muito bem perdoar quando interessa a ele”
Mas o arrependimento vem com uma pitada de alfinetada: Bial não resistiu e mandou um recado indireto.
“Ao mesmo tempo, assim como eu me arrependo, acho que ele tinha que deixar de ficar guardando mágoa dos outros, porque ele sabe muito bem perdoar quando interessa a ele“.
Bial ainda revelou o desejo de uma reconciliação televisiva: “Adoraria entrevistar o Lula de novo para uma conversa”. Será que veremos os dois frente a frente em breve, sem polígrafo dessa vez? O público aguarda ansioso por esse embate – ou abraço – que promete audiência estratosférica!
Essa história mostra como uma “simples piada” pode mudar relações poderosas na política e na mídia.