Inquérito

Caso Master expõe bastidores: PF investiga influenciadores pagos e acende alerta no Banco Central

Polícia Federal analisa indícios de campanha coordenada para atacar o BC e defender o Banco Master após liquidação.

banco master
Banco Master (Foto: reprodução/IstoéDinheiro)
  • PF analisa denúncia sobre influenciadores pagos para atacar o Banco Central
  • Apuração pode evoluir para inquérito formal nos próximos dias
  • Caso Master amplia pressão institucional e alerta investidores

A Polícia Federal analisa uma denúncia que envolve influenciadores digitais pagos para atacar o Banco Central e defender o Banco Master após a liquidação da instituição. A apuração está em fase preliminar.

A informação foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, e pode evoluir para a abertura formal de um inquérito policial, caso os indícios sejam confirmados.

PF apura possível campanha coordenada

Neste primeiro momento, a corporação trabalha com uma informação de polícia judiciária, etapa inicial antes da instauração de inquérito. Nessa fase, a PF analisa documentos, registros digitais e comunicações.

Segundo as apurações, influenciadores teriam recebido propostas para difundir a narrativa de que o Banco Central agiu de forma precipitada ao liquidar o Master. Além disso, o objetivo seria pressionar a opinião pública.

Enquanto isso, o material reunido servirá para avaliar se houve organização, pagamento e direcionamento de conteúdo, o que pode caracterizar ilícitos penais.

Liquidação do Master virou alvo de ataques

A crise do Banco Master atingiu o ápice quando o Banco Central identificou inconsistências graves na saúde financeira da instituição. Logo depois, o regulador vetou a venda do banco ao BRB.

Na sequência, o BC decretou a liquidação extrajudicial, medida considerada extrema, mas necessária para proteger o sistema financeiro. A decisão gerou forte reação nas redes sociais.

Desde então, surgiram campanhas questionando a atuação do regulador, agora sob análise da Polícia Federal.

Investigação aponta tentativa de encobrir rombo

As investigações indicam que a operação envolvendo o Master buscava mascarar um rombo bilionário, supostamente por meio de títulos sem lastro real. O caso avançou para instâncias superiores.

Uma acareação no STF passou a ser vista como etapa decisiva para definir responsabilidades individuais. O episódio também levantou alertas sobre riscos ao sistema financeiro regional.

Nesse contexto, a suspeita de uso de influenciadores pagos amplia a gravidade do caso e reforça o foco das autoridades.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.