Revelação chocante

Celular de Vorcaro revela escândalo de R$ 129 milhões envolvendo mulher de Moraes

Escritório da esposa de Alexandre de Moraes fechou contrato de R$ 129 milhões com Banco Master, alvo de operação da PF por fraudes bilionárias; acordo foi encontrado no celular do controlador Daniel Vorcaro

Alexandre de Moraes
Alexandre de Moraes - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O escritório de advocacia comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, fechou um contrato milionário com o Banco Master, instituição financeira sob investigação da Polícia Federal (PF). O acordo, revelado nesta terça-feira (9) pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, previa pagamentos de R$ 3,6 milhões mensais por 36 meses, totalizando R$ 129 milhões, a partir do início de 2024.

O documento foi encontrado em formato digital no celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025. A ação investigou suspeitas de fraudes bilionárias no sistema financeiro, incluindo a emissão de títulos de crédito falsos e a venda de carteiras de dívidas fictícias no valor de R$ 12,2 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). Vorcaro foi preso na operação, mas solto após 12 dias, com imposição de tornozeleira eletrônica e outras medidas restritivas pela desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Contrato sem atuação específica

De acordo com as reportagens, o contrato não se limitava a uma causa específica, mas previa a representação ampla do banco em “vários temas, conforme a necessidade“, sem menção a processos judiciais individuais. O escritório Barci de Moraes Advogados é gerido por Viviane e conta com a participação de dois filhos do casal: Alexandre Barci de Moraes e Giuliana Barci de Moraes.

Apesar da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, que extinguiu o acordo e impediu o pagamento integral, mensagens apreendidas indicam que os desembolsos para o escritório eram tratados como “prioridade absoluta” pelo controlador. “Tudo indica, porém, que o escritório foi regiamente pago enquanto possível, porque nas mensagens com a equipe Vorcaro deixava claro que os desembolsos para Viviane eram prioridade para o Master e não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma”, escreveu Malu Gaspar.

Contexto das investigações e controvérsias

O Banco Master, controlado por Vorcaro, enfrentou questionamentos internos sobre o contrato, com advogados do banco considerando o valor “abusivo“. A instituição não revela publicamente as ações em que o escritório atuou, e não há registros no acervo processual do STF de processos do Master com Viviane como advogada. Em abril de 2024, o escritório representou Vorcaro e o banco em uma queixa-crime contra o empresário Vladimir Timerman, da Esh Capital, por suposta calúnia. A ação, que acusava ataques à “honra” de Vorcaro e do banco, foi assinada por Viviane, seu filho Alexandre e a filha Giuliana, mas Vorcaro perdeu nas instâncias iniciais, com possibilidade de recursos.

A revelação do contrato reacende debates sobre transparência e possíveis conflitos de interesse no Judiciário, especialmente envolvendo familiares de ministros do STF. O sigilo em ações relacionadas foi decretado pelo ministro Dias Toffoli. A colunista Andreza Matais, do Metrópoles, destacou que o acordo “não tinha como objeto a atuação em uma causa específica do banco, mas sim a representação em vários temas”. Até o momento, nem Alexandre de Moraes nem o escritório Barci de Moraes se manifestaram sobre o caso. O O Tempo e o UOL corroboram os detalhes, baseados na apuração de Gaspar.

Investigação do Banco Master

A liquidação do Banco Master em 2025, determinada pelo BC, foi motivada pelas irregularidades apuradas na Compliance Zero, que incluíram o uso de empresas de fachada para transações fraudulentas. Especialistas consultados por veículos como o O Globo apontam que contratos como esse, em meio a investigações criminais, podem atrair escrutínio adicional da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O caso ganha relevância em um momento de intensas discussões sobre ética no STF, com Moraes no centro de polêmicas relacionadas a inquéritos sobre fake news e atos antidemocráticos. A PF não comentou o achado do contrato, mas fontes indicam que ele pode ser incorporado às provas da operação.

Esta reportagem foi elaborada com base em fontes jornalísticas confiáveis como O Globo, UOL e Metrópoles.

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O portal Guia do Investidor foi criado com o intuito de trazer informação para quem precisa: aqueles que precisam aprender sobre educação financeira, investidores iniciantes, amadores, traders de longa data e todo público voltado para o mercado financeiro. E levando informação, levamos conhecimento, que consequentemente, leva a resultados, ou seja, lucro. E consequentemente, este lucro traz benefícios reais na vida de cada cidadão;

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