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Cerco se fecha e justiça opta por afastar presidente do Banco de Brasília (BRB)

Operação da PF que prendeu o dono do Master derruba o comando do BRB e pressiona o governo do DF a conter danos.

Cerco se fecha e justiça opta por afastar presidente do Banco de Brasília (BRB)
  • Liquidação do Master afeta operações e amplia tensão no setor financeiro.
  • BRB troca comando e reforça governança após ação da PF.
  • PF prende Vorcaro e desmonta fraude bilionária no Banco Master.

O governo do Distrito Federal afirmou que o BRB opera com normalidade, mesmo após o afastamento imediato do presidente Paulo Henrique Costa. A decisão surgiu no rastro da ação da Polícia Federal que derrubou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acusado de liderar um esquema bilionário de títulos falsos.

A gestão do DF reforçou que o banco segue líquido, solvente e seguro, e adotará novas medidas internas para fortalecer governança e compliance, já que o caso gerou forte tensão no mercado.

Governo reage rápido e tenta blindar o BRB

O GDF anunciou Celso Eloi de Souza Cavalhero como novo presidente do BRB e informou que ele assume o comando em caráter definitivo. A troca imediata buscou evitar ruídos e demonstrar estabilidade, já que o afastamento de Paulo Henrique Costa ocorreu por ordem judicial.

Além disso, o governo explicou que todas as operações bancárias continuam ativas, incluindo sistemas internos, contratos vigentes, crédito e atendimento ao público. Dessa forma, a administração tentou afastar qualquer temor sobre o funcionamento do banco.

Mesmo com o cenário tenso, o GDF planeja reforçar controles e ampliar auditorias para reduzir riscos internos. Assim, o governo deseja manter a confiança dos clientes e dos investidores.

PF desmonta fraude bilionária e captura dono do Banco Master

A Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no aeroporto de Guarulhos. Ele tentava fugir para Malta em um avião privado, mas os agentes interceptaram a viagem. Segundo a PF, Vorcaro comandava a emissão de CDBs falsos com promessa de retorno 40% acima do mercado.

O esquema teria movimentado R$ 12 bilhões, segundo os investigadores. A operação também capturou Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Master, que participou das negociações que tentavam vender a instituição.

Logo após as prisões, a PF ampliou as diligências e intensificou as apurações, já que os indícios apontam para abuso sistêmico dentro do banco. Dessa maneira, a investigação ganhou ritmo acelerado.

BRB entra no centro da crise após tentativa frustrada de comprar o Master

Os agentes da PF cumpriram mandados dentro do BRB quase um mês e meio depois de o Banco Central vetar a oferta da instituição para comprar uma fatia do Master. A operação estava em análise desde março, e o veto sinalizou risco elevado nas contas da instituição de Vorcaro.

Com a liquidação extrajudicial do Master decretada nesta terça (18), o negócio com a Fictor também caiu por terra. O episódio provocou forte repercussão no mercado, já que o Master mantinha operações agressivas com investidores de varejo.

Mesmo pressionado pelo impacto da investigação, o BRB tenta mostrar força. O banco afirma que continua sólido, embora o ambiente regulatório permaneça sensível e a pressão política cresça diariamente.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.