
Buenos Aires, 18 de dezembro de 2025 – Em um ano marcado por desafios econômicos globais, o presidente Javier Milei parece ter realizado um “milagre” ao conduzir a Argentina para fora da ameaça de recessão. Dados oficiais revelam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 3,3% no terceiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior, marcando o quarto crescimento consecutivo e sinalizando uma recuperação robusta sob as políticas liberais do governo Milei.
O crescimento trimestral, ajustado sazonalmente, foi de 0,3% em relação ao segundo trimestre, superando expectativas pessimistas e evitando uma contração que poderia mergulhar o país em recessão técnica. No acumulado do ano até setembro, o PIB argentino registra uma expansão de 5,2%, um desempenho impressionante considerando o contexto de inflação controlada e reformas estruturais implementadas pelo presidente. Esse resultado segue uma expansão de 6,4% no segundo trimestre, demonstrando uma tendência ascendente.
Fatores que Impulsionaram o Crescimento
O avanço foi impulsionado principalmente pelo lado da demanda: investimentos em capital fixo cresceram 10,3%, exportações de bens e serviços reais subiram 10,2%, e o consumo privado aumentou 5,3%. Setores como intermediação financeira (alta de 28,4%), exploração de minas e pedreiras (10,3%) e hotéis e restaurantes (7,1%) foram os grandes destaques. Embora alguns segmentos, como a indústria manufatureira, tenham registrado quedas (-2,4%), a oferta global cresceu 7,4%, apoiada por um salto de 23,7% nas importações.
Especialistas atribuem esse “milagre” às reformas de Milei, que incluem corte de gastos públicos, desregulamentação e atração de investimentos estrangeiros. O crescimento reflete uma recuperação desigual, mas positiva, com perspectivas otimistas para o futuro. No X (antigo Twitter), o economista Juan Ramón Rallo celebrou: “Argentina logró evitar la recesión en el tercer trimestre de 2025 a pesar del riesgo electoral peronista. El PIB creció un 0,3% hasta alcanzar el segundo valor más alto de toda su historia (y el más elevado de toda la era Milei)”. Ele destacou o aumento no consumo privado e o impacto positivo das exportações, apesar de incertezas eleitorais que afetaram investimentos.
Outros comentários nas redes sociais reforçam o contraste com vizinhos: “Crescimento do PIB argentino é 33x maior que o brasileiro. Duas abordagens diferentes. Dois resultados diferentes”, postou Tiago Guitián Reis, enfatizando as diferenças em políticas econômicas. Comparações regionais mostram a Argentina com +5% de crescimento em 2025, superando o +2,3% do Chile.
Contexto de Recuperação e Desafios Superados
A Argentina vem de um 2024 difícil, com contração do PIB em -3,5% e inflação acima de 200%. Sob Milei, a inflação caiu para cerca de 31% no acumulado de 12 meses, e a pobreza reduziu de 53% para 31,6% – o menor nível em sete anos. Críticos apontam para uma recuperação “desigual”, com crescimento abaixo do esperado (3,3% vs. 3,5% projetado), mas o fato de o país evitar recessão é visto como uma vitória.
O mercado reagiu positivamente, com ações subindo após vitórias eleitorais do partido de Milei, reforçando a confiança nas reformas. A análise destaca o equilíbrio entre crescimento e desafios persistentes.
Perspectivas Futuras
Com o PIB atingindo níveis recordes sob Milei, o país posiciona-se para um 2026 ainda mais forte. Economistas preveem continuidade na recuperação, impulsionada por exportações e investimentos. Apesar de críticas isoladas – muitas baseadas em dados desatualizados de 2024 – o consenso é de que as políticas de Milei estão transformando a Argentina em um exemplo de resiliência econômica na América Latina.