Cenário de pressão

Diesel dispara e ameaça parar o Brasil: caminhoneiros articulam greve nacional

Alta de até 22% no combustível reacende risco de paralisação e já pressiona mercado e governo.

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  • Diesel sobe até 22% e reacende risco de greve nacional de caminhoneiros.
  • Categoria afirma que custos inviabilizam operação e pressiona governo.
  • Mercado já reage e teme impacto econômico semelhante ao de 2018.

A forte alta do diesel no Brasil reacendeu o risco de uma nova paralisação nacional. Caminhoneiros de diferentes setores já defendem uma greve nos próximos dias, diante do aumento acelerado dos custos.

Ao mesmo tempo, empresas transportadoras também entraram no movimento. Com isso, a pressão se intensifica sobre o governo, enquanto o mercado já reage ao risco de interrupções na economia.

Alta do diesel acelera mobilização

O preço do diesel S-10 subiu 18,86% desde o fim de fevereiro, segundo dados da ValeCard. Além disso, o diesel comum avançou mais de 22%, enquanto gasolina e etanol também registraram altas relevantes.

Diante desse cenário, lideranças da categoria afirmam que a operação se tornou inviável. Segundo Wallace Landim, o “Chorão”, “a conta não fecha”, o que transforma o movimento em uma questão de sobrevivência.

Enquanto isso, entidades como a CNTTL aguardam reuniões decisivas. Ainda assim, uma assembleia em Santos já deu sinal verde para a paralisação, que pode ocorrer ainda nesta semana.

Governo reage, mas risco segue alto

O governo federal anunciou medidas para tentar conter a alta, como isenção de PIS/Cofins e subsídios ao diesel. No entanto, no dia seguinte, a Petrobras (PETR4) elevou o preço do diesel em 11,6% nas refinarias, o que aumentou a pressão.

Além disso, a ANP iniciou fiscalizações para coibir abusos nos postos. Mesmo assim, autoridades reconhecem que o risco de greve é real, embora ainda não haja definição oficial.

Por fim, o mercado já sente os impactos. As taxas de juros reagiram, enquanto cresce o temor de um novo choque logístico semelhante ao de 2018.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.