
Em apenas uma semana após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, o regime ditatorial de Daniel Ortega na Nicarágua anunciou a libertação de dezenas de presos políticos. O movimento veio um dia depois de pressão direta da Embaixada americana em Manágua. É o primeiro sinal claro do “efeito dominó” da política externa de Donald Trump em seu segundo mandato.
Sob pressão direta dos EUA, Nicarágua liberta presos políticos
Neste sábado (10 de janeiro de 2026), o governo do ditador Daniel Ortega e Rosario Murillo divulgou um comunicado oficial afirmando que “dezenas de pessoas” do sistema penitenciário nacional retornaram para suas casas e famílias.
Segundo ONGs de direitos humanos e imprensa no exílio:
- O portal Divergentes confirmou pelo menos 30 presos políticos libertados;
- Uma ONG especializada identificou 19 nomes confirmados com familiares;
- A coalizão opositora Liberales Nicaragua afirmou que “não há dúvida” de que a decisão resultou da pressão política dos EUA e dos “movimentos de xadrez” desencadeados pela captura de Maduro.
Conexão com a Captura de Maduro
A libertação ocorreu 24 horas após a Embaixada dos EUA em Manágua publicar no X (antigo Twitter) que, enquanto a Venezuela liberava um “grande número de presos políticos” após a queda de Maduro, na Nicarágua ainda havia mais de 60 pessoas injustamente detidas, incluindo pastores, idosos e doentes.
A postagem citava inclusive declaração de Trump no Truth Social celebrando as liberações na Venezuela como sinal de “busca pela paz”. Tudo isso, uma semana depois da operação militar americana que capturou Maduro em 3 de janeiro de 2026.
Feito inédito de Trump? O efeito dominó na região

Embora liberações pontuais já tenham ocorrido no passado, o contexto atual é excepcional: intervenção militar direta na Venezuela + pressão diplomática imediata + resposta rápida da Nicarágua em menos de 24h.
Especialistas apontam que regimes de esquerda na América Latina estão sentindo o medo de uma escalada sob a administração Trump.
Até o momento, o impacto mais visível é na Nicarágua e Venezuela. Cuba ainda não deu sinais semelhantes, mas o tabuleiro geopolítico da região mudou drasticamente em poucos dias.