
- Petrobras (PETR4) recebeu aval da ANP para operar nova unidade na Revap
- Produção de diesel S-10 pode crescer 80%, substituindo o S-500
- Medida responde ao aumento do consumo e à alta das importações de diesel
A Petrobras (PETR4) recebeu autorização da ANP para iniciar a operação de uma nova unidade na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). Com isso, a estatal poderá elevar em 80% a produção de diesel S-10 na planta paulista.
Além disso, a decisão permite a substituição gradual do diesel S-500, mais poluente, em linha com a estratégia da companhia de adaptar o refino à demanda por combustíveis mais limpos.
Nova unidade destrava ganho operacional
A autorização, concedida no fim de dezembro, liberou o início da operação da Unidade de Hidrotratamento (HDT) da refinaria. Dessa forma, a Petrobras passa a ajustar o perfil produtivo da Revap.
Com isso, parte da capacidade antes destinada ao diesel S-500 será direcionada ao diesel S-10, que possui menor teor de enxofre. Assim, a refinaria passa a atender padrões ambientais mais rigorosos.
Ao mesmo tempo, a estatal reforça a eficiência do parque de refino, sem necessidade de grandes expansões físicas.
Demanda forte pressiona mercado de diesel
O movimento ocorre enquanto o consumo de diesel no Brasil segue elevado. Em 2025, esse cenário impulsionou um aumento de cerca de 20% nas importações do combustível.
Por isso, a Petrobras vem priorizando ajustes operacionais para ampliar a oferta doméstica. Com isso, a companhia busca reduzir a dependência do mercado externo.
Além disso, o diesel S-10 contribui para menores emissões locais e maior durabilidade dos motores, sobretudo em frotas modernas.
Peso estratégico da Revap
A Revap tem capacidade de processar até 252 mil barris de petróleo por dia. Além disso, responde por cerca de 14% da produção de derivados da Petrobras.
Portanto, qualquer mudança em seu mix produtivo gera impacto relevante no abastecimento nacional. Com a nova unidade, a refinaria amplia seu papel no fornecimento de diesel de baixo enxofre.
Assim, a iniciativa reforça a estratégia da Petrobras (PETR4) de otimizar ativos existentes e responder rapidamente às mudanças do mercado.