Violência contra menores

Regime de Maduro prendeu e torturou crianças, revela relatório da ONU

Maduro cruza linha: regime venezuelano prende, tortura e abusa sexualmente de crianças em onda de repressão pós-eleitoral, segundo relatório da ONU

Maduro

Um relatório da Missão Independente de Apuração dos Fatos do Conselho de Direitos Humanos da ONU expõe a brutalidade da repressão do regime sanguinário de Nicolás Maduro na Venezuela, incluindo a prisão arbitrária e tortura de centenas de crianças e adolescentes após as eleições presidenciais contestadas de julho de 2024.

De acordo com o documento, divulgado em setembro de 2024 e baseado em investigações entre outubro de 2023 e agosto de 2024, pelo menos 158 crianças (130 meninos e 28 meninas), algumas com deficiências, foram detidas após protestos contra a fraude eleitoral. Elas foram acusadas de crimes graves, como “terrorismo”, em um padrão inédito de repressão contra menores.

O relatório registra 1.619 detenções no total, classificadas como atos de “terrorismo” pelo regime, e a morte de pelo menos 25 pessoas nos protestos de 29 e 30 de julho – incluindo duas crianças, uma de 15 anos e outra de 17.

Torturas e violência sexual contra menores

Os métodos de tortura documentados pela ONU incluem:

  • Asfixia com sacos plásticos;
  • Imersão em água fria;
  • Privação de sono com iluminação e música alta 24 horas por dia;
  • Golpes com bastões e pranchas;
  • Choques elétricos, inclusive nos órgãos genitais;
  • Humilhações sexuais, como toques em partes íntimas, nudez forçada e ameaças de estupro.

Um caso chocante envolve duas meninas de 15 e 17 anos detidas pela Guarda Nacional Bolivariana, mesmo sem participação direta nos protestos. Elas foram espancadas, tiveram os cabelos puxados, foram chamadas de insultos sexistas e sofreram toques forçados nos órgãos genitais por cima da roupa. Uma delas foi obrigada a abaixar as calças para abusos adicionais.

A Missão da ONU conclui que as declarações de Maduro, como promessas de “punho de ferro”, “punição máxima” e “sem perdão”, incentivaram diretamente essa onda de violência estatal.

Repressão sem precedentes

O documento descreve a repressão pós-eleitoral como parte de um plano coordenado para silenciar opositores, configurando crimes contra a humanidade, incluindo perseguição política. Atualizações posteriores da ONU, em 2025, indicam que a prática continua, com centenas de detenções arbitrárias e maus-tratos a menores ainda em curso.

Organizações como Anistia Internacional e Human Rights Watch corroboram as denúncias, destacando que o regime cruzou uma linha ao mirar crianças e adolescentes na tentativa de manter o poder à força.

A comunidade internacional tem condenado veementemente essas violações, exigindo investigações independentes e responsabilização dos envolvidos, incluindo altas autoridades do governo venezuelano.

Essa realidade expõe o colapso do Estado de Direito na Venezuela, onde até os mais vulneráveis – as crianças – são vítimas de uma ditadura que não hesita em usar terror para se perpetuar.

Fernando Américo
Fernando Américo

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.