Denúncias

Sob Lula, trabalho escravo bate recorde no Brasil; Governo Lula protege JBS (JBSS32) em denúncias

Recorde de 4.515 denúncias em 2025 expõe persistência do problema; governo Lula desobedece Justiça e protege JBS em caso de condições degradantes e tráfico de pessoas

Lula

O Brasil fechou o ano de 2025 com um novo recorde histórico no combate ao trabalho análogo à escravidão: 4.515 denúncias registradas ao longo do período, segundo dados inéditos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), divulgados em janeiro de 2026. Esse número representa um aumento de 14% em relação a 2024, quando já havia sido batido o recorde anterior com 3.959 casos.

A tendência de alta é contínua nos últimos anos:

  • 2023: 3.430 denúncias
  • 2022: 2.084
  • 2021: 1.918

Desde a criação do Disque 100 em 2011, mais de 26 mil denúncias relacionadas ao tema foram contabilizadas no país. Janeiro de 2025 foi o mês com o maior volume mensal da série histórica: 477 registros.

O aumento pode refletir tanto a persistência do problema estrutural — com jornadas exaustivas, condições degradantes, servidão por dívida e restrição de liberdade — quanto uma maior conscientização da população e confiança nos canais de denúncia (Disque 100, 24 horas, gratuito, e Sistema Ipê, online e anônimo). Setores como construção civil, cultivo de café, cebola e horticultura concentram muitos dos casos, com cerca de 30% dos resgates em 2024 ocorrendo em áreas urbanas.

Em paralelo, o governo Lula enfrenta críticas graves por supostamente interferir em um caso emblemático envolvendo a JBS Aves (parte do grupo JBS, ticker JBSS3 na bolsa). Em setembro de 2025, reportagens revelaram que o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, avocou (tomou para si) processos administrativos já concluídos pela fiscalização, suspendendo a inclusão da empresa na chamada “lista suja” do trabalho escravo — cadastro oficial de empregadores responsabilizados por essa prática, considerado exemplo global pela ONU e usado por bancos e empresas para gerenciamento de risco.

Denúncias na JBS

A fiscalização apontou indícios de tráfico de pessoas, falsas promessas, endividamento forçado e condições degradantes para trabalhadores da JBS Aves. A própria Advocacia-Geral da União (AGU) reconheceu “indícios robustos” de escravidão, mas recomendou nova análise devido à “repercussão econômica”.

Em 2 de dezembro de 2025, a juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho de Brasília, determinou que o governo incluísse a JBS Aves (e outras duas empresas) na lista suja em até cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 20 mil. A magistrada classificou a avocação do ministro como “desvio de finalidade” e “regime de exceção para grandes empresas”, proibindo futuras interferências administrativas.

O prazo venceu em 18 de dezembro sem cumprimento. O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou o descumprimento à Justiça em 19 de dezembro. O governo recorreu ao Tribunal Regional Federal, alegando que a lista é atualizada apenas em datas específicas (próxima em maio) e que a decisão não exigia inclusão imediata — justificativas contestadas por juristas, que afirmam tratar-se de tentativa de ganhar tempo.

Resposta da JBS

A JBS (JBSS32) nega violações diretas, afirma ter encerrado contrato com o prestador envolvido, contratado auditorias interna e externa, e mantém política de tolerância zero a abusos.

Esses episódios ocorrem em um contexto de recordes sucessivos de denúncias durante o governo Lula, levantando questionamentos sobre a efetividade das políticas de combate ao trabalho escravo e o cumprimento de decisões judiciais — lema frequentemente repetido pelo presidente Lula (“Justiça decidiu, tá decidido”).

Fernando Américo
Fernando Américo

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.