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PIB de 2024 deverá ser mais fraco, com serviços desacelerando

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Setor de serviços desacelera para 2,3% em 2023, indicando um PIB mais fraco que o esperado e preocupações para 2024.

O setor de serviços, crucial para a economia brasileira, encerrou 2023 com crescimento de apenas 2,3%, abaixo das expectativas e sinalizando um Produto Interno Bruto (PIB) mais fraco que o antecipado. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro, divulgada pelo IBGE, revelou uma desaceleração notável no segmento, principalmente no segundo semestre, com um crescimento mensal que caiu de 0,9% para 0,4% de novembro para dezembro.

Este resultado coloca em evidência a redução da demanda e a perda de dinamismo no setor, responsável por cerca de 70% do PIB e principal gerador de empregos no país. Economistas preveem que esta tendência de desaceleração persistirá em 2024, afetando negativamente o desempenho econômico global do Brasil.

Desempenho Fraco do Setor de Serviços Sinaliza Desafios Econômicos para 2024

A economia brasileira enfrenta desafios significativos após a divulgação dos últimos dados do setor de serviços para 2023. Com um crescimento anual de apenas 2,3%, o setor, que é um dos pilares da atividade econômica do país, mostrou uma desaceleração acentuada, especialmente no segundo semestre, conforme revelado pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Este enfraquecimento é particularmente preocupante, dado o papel central do setor de serviços na geração de empregos e na contribuição para o PIB nacional. Economistas, como Silvia Matos da FGV, destacam que a perda de dinamismo observada em 2023 foi mais intensa no segundo semestre e apontam para um possível prolongamento dessa tendência ao longo de 2024. A desaceleração é atribuída a vários fatores, incluindo a redução da demanda e ajustes no mercado de trabalho.

Além disso, o desempenho do setor foi descrito como heterogêneo ao longo do ano, com alguns segmentos, como os serviços prestados às famílias, registrando ganhos significativos. No entanto, esses avanços foram insuficientes para contrabalançar as perdas em outras áreas, resultando em um crescimento abaixo do esperado para o setor como um todo.

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A expectativa para 2024 não é muito otimista, com previsões indicando uma desaceleração ainda maior. Fatores como o carrego estatístico menor, potenciais quedas no agronegócio e um ambiente econômico global incerto podem dificultar a recuperação. Diante desses desafios, a economia brasileira se vê diante da necessidade de adotar medidas para revitalizar o setor de serviços e, por extensão, impulsionar o crescimento econômico no próximo ano.

Desaceleração econômica e desafios fiscais marcam o cenário brasileiro em 2024

A Folha publicou um artigo, apontando que a economia brasileira está enfrentando um período de desaceleração, com perspectivas de crescimento modesto em 2024, em contraste com o sólido desempenho de 3% registrado em 2023. Institutos e consultorias econômicas indicam que o último trimestre de 2023 apresentou um crescimento negativo ou muito baixo do Produto Interno Bruto (PIB), e essa tendência parece persistir no primeiro trimestre de 2024.

O carregamento estatístico, que mede o impulso do PIB do ano anterior para o atual, é consideravelmente menor em 2024 em comparação com anos anteriores, tornando desafiador alcançar um crescimento expressivo. Além disso, o PIB agrícola, que desempenhou um papel crucial no crescimento de 2023, enfrenta uma estimativa de queda de 3,4% neste ano.

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As incertezas relacionadas à situação fiscal do país também continuam a influenciar as decisões de investimento, apesar das expectativas de uma redução nas taxas de juros ao longo do ano. O déficit fiscal persiste, afetando a relação entre a dívida pública e o PIB, um indicador-chave de solvência fiscal.

A expectativa do Ministério da Fazenda de alcançar um déficit fiscal zero neste ano contrasta com as previsões de crescimento econômico mais moderado. Enquanto o governo prevê um crescimento de 2,2% do PIB, a média das estimativas de 140 instituições no Boletim Focus do Banco Central aponta para um crescimento de apenas 1,6%.

Apesar de anos recentes com crescimento acima das expectativas, o Brasil tem registrado um crescimento econômico consistentemente abaixo de 2% ao ano desde o início do século. A incerteza em relação ao potencial de crescimento econômico persiste, com economistas debatendo o impacto das reformas implementadas nos últimos anos.

Um dos desafios para estimular o crescimento é o baixo nível de investimentos na economia brasileira. A taxa de investimento no país, de acordo com o IBGE, continua abaixo do necessário para um crescimento sustentável.

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Embora a taxa básica de juros (Selic) continue caindo, a taxa real de juros permanece alta no Brasil, o que influencia as decisões de investimento das empresas. É incerto se o país conseguirá uma recuperação significativa em 2024, após anos atípicos de gastos públicos elevados.

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