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Rumo aos 8%? Até onde cairá a Selic?

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A Guide Investimentos conduziu uma análise detalhada sobre o trajeto provável da taxa básica de juros, Selic, com foco nas expectativas e possíveis cenários. O recente corte na Selic durante a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em agosto gerou discussões sobre até que ponto esse ciclo de redução pode se prolongar e qual será sua trajetória de término.

Um elemento crucial na tomada de decisões do Banco Central é o desvio das expectativas de inflação de 12 meses em relação à meta do ano seguinte. Esse indicador é vital para avaliar a credibilidade da política monetária. A análise da Guide Investimentos revela que a atual diferença entre as previsões do mercado (Focus) para o IPCA 12 meses à frente e a meta estabelecida sinaliza uma perda significativa de credibilidade no início deste ciclo de corte da Selic, algo que não ocorria desde 2003. Isso é demonstrado por um índice de credibilidade, desenvolvido com base na metodologia de Mendonça (2004), que normaliza o desvio da inflação esperada pela meta em uma escala de 0 a 1.

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Apesar de um ganho temporário de credibilidade após a manutenção da meta em 3% na reunião de junho do CMN, as expectativas de inflação continuaram desalinhadas. Esse comportamento pode ser resultado de um maior prêmio de risco nas projeções de inflação devido à incerteza em relação à inflação global e às políticas dos novos diretores do Banco Central. Além disso, é possível que essa diferença reflita projeções mais conservadoras para as variáveis fiscais.

A análise da Guide Investimentos delineou três cenários possíveis para a trajetória da Selic com base em uma estimativa da regra de Taylor. O cenário base, que prevê cortes de 0,5 ponto percentual por reunião, apontaria para uma Selic de 8,75% ao final de 2024 e 7,50% em junho de 2025, indicando um ajuste gradual das expectativas de inflação em direção à meta.

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Nos cenários otimista e pessimista, são consideradas convergências totais das expectativas até o final de 2023 e 2025, respectivamente. No cenário otimista, a taxa Selic atingiria 7% na última reunião de 2024 e permaneceria nesse patamar por um período prolongado. Já no cenário pessimista, o ciclo de corte seria menos uniforme, com a taxa de juros caindo para 9,0% em novembro de 2024 e retomando o ciclo apenas no final de 2025.

A Guide Investimentos ressalta que, dentre os cenários propostos, o que prevê uma convergência até o final de 2023 parece ser o menos provável, já que a inflação projetada para o final de 2024 é de 4,1%, acima das projeções do mercado. Também não é esperado que as expectativas permaneçam desalinhadas até o final de 2025. No entanto, esse cenário é menos improvável do que o cenário otimista.

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Em resumo, as possíveis trajetórias da Selic estão sujeitas a uma interação complexa entre as expectativas de inflação, a credibilidade da política monetária e as variáveis fiscais. Embora o ciclo de cortes já tenha começado, a incerteza quanto à extensão e velocidade desse processo permanece, tornando a Selic um indicador-chave a ser monitorado atentamente por agentes do mercado e economistas.

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