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Sob Lula, insegurança aumenta e roubo de cargas dispara

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Brasil registra aumento de 4,8% em roubos de cargas, com quase duas ocorrências por hora em 2023, segundo relatório da Overhaul.

O Brasil enfrentou quase duas ocorrências de roubo de carga por hora em 2023, resultando em mais de 17 mil casos ao longo do ano. Este aumento de 4,8% em relação a 2022 coloca o país na segunda posição do ranking global de roubo de cargas, atrás apenas do México, conforme aponta o estudo da consultoria Overhaul.

O crescimento desses crimes é associado a diversos fatores, incluindo mudanças no comportamento de consumo e questões macroeconômicas. Com prejuízos que alcançaram R$ 1,2 bilhão apenas em 2022, empresas investem pesadamente em segurança, utilizando desde treinamento de equipes a tecnologias avançadas, enfrentando custos significativos para mitigar os riscos.

Empresas Investem em Segurança para Conter Onda de Roubos

O Brasil enfrenta uma preocupante tendência de aumento no roubo de cargas, com registros apontando para quase duas ocorrências por hora em 2023, totalizando mais de 17 mil casos, um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior.

Segundo o relatório da Overhaul, esta realidade colocou o Brasil como o segundo país com maior índice de roubos de carga no mundo, ficando atrás apenas do México. Especialistas da consultoria Overhaul relacionam o crescimento desses delitos a diversos fatores, como alterações no padrão de consumo, questões econômicas e o aumento da produção agrícola.

Empresas do setor logístico, como o grupo BBM, um dos maiores operadores do Mercosul, enfrentam grandes desafios para proteger suas cargas. Com prejuízos na casa dos R$ 1,2 bilhão em 2022, a necessidade de investir em segurança tornou-se imprescindível. Técnicas variam desde a contratação e formação de equipes especializadas até o emprego de tecnologias de ponta para monitoramento e controle de riscos.

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Antonio Wrobleski, presidente do grupo BBM, destaca o alto custo dessas medidas, que podem representar até 3% da receita bruta da empresa. Ainda assim, a adoção de seguros, softwares de segurança, telemetria e câmeras é vista como essencial para a continuidade das operações. A experiência de José Prado, proprietário de uma distribuidora de vidros, ecoa a mesma necessidade, recorrendo a sistemas avançados de monitoramento para proteger sua frota e mercadorias.

De acordo com o estudo da Overhaul sobre roubo de cargas, a expectativa inicial é que o número de incidentes aumente entre 1% e 2% este ano. Reginaldo Catarino destaca que as projeções do indicador são atualizadas trimestralmente, podendo variar devido a fatores como a economia, o índice de criminalidade, mudanças nos padrões de consumo e outros elementos relacionados ao setor de transporte de cargas.

À medida que os roubos de carga continuam crescendo, o impacto financeiro começa a ser incorporado pela cadeia produtiva, conforme explicado por Ulysses Reis, da Strong Business School. Segundo ele, perdas não serão absorvidas pelas empresas, resultando em um repasse dos custos para o consumidor final.

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Em 2022, empresas brasileiras gastaram cerca de R$ 171 bilhões com segurança privada e seguros, equivalente a 1,7% do PIB, segundo o Ipea. Reis aponta que, diante do aumento da criminalidade, as empresas precisam revisar esses custos, que já impactam os preços e contribuem para o chamado “custo Brasil”, refletindo as ineficiências logísticas do país.

Análise da Cronologia do Crime

O relatório sobre roubo de cargas também revela padrões sobre como e quando esses crimes ocorrem. Surpreendentemente, em 2023, metade dos roubos foi cometida após as 6h da manhã, contrariando a noção de que tais crimes acontecem predominantemente à noite. A análise indica que os dias úteis, especialmente terças (22%) e quartas-feiras (20%), são mais propensos a esses incidentes.

“A distribuição urbana, que antes ocorria à noite, agora é realizada durante o dia pelos principais atores do mercado,” afirma Catarino, observando que os roubos têm ocorrido em plena luz do dia.

Um aspecto notável é o aumento nos roubos após as 18h, representando 8% das ocorrências no último ano. Esse crescimento é parcialmente atribuído ao aumento das compras online, impulsionadas pela pandemia, e à extensão do horário de entregas, anteriormente limitado ao horário comercial dos Correios, para incluir serviços noturnos de empresas especializadas. Catarino conclui que a expansão do horário de entrega amplia as oportunidades para o crime organizado, exigindo uma abordagem baseada em hipóteses prováveis para combater esse desafio.

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