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Wall Street em correção após semana otimista

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Wall Street recua após semana de otimismo, aguardando dados econômicos dos EUA.

Nesta sessão, os mercados de Nova York experimentaram um movimento de correção, encerrando no vermelho após uma semana de otimismo alimentado pelas perspectivas de o Federal Reserve (Fed) dos EUA iniciar seu ciclo de afrouxamento monetário no próximo ano.

O dia foi marcado por uma agenda esvaziada, com investidores aguardando ansiosamente importantes indicadores econômicos dos EUA, como o relatório de emprego (payroll) e o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos próximos dias.

Wall Street enfrenta correção e cautela após otimismo anterior

Os mercados financeiros de Nova York tiveram um dia de correção, encerrando em terreno negativo após um período de otimismo impulsionado pelas expectativas em torno das políticas do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos. Com uma agenda esvaziada, os investidores aguardaram com ansiedade importantes indicadores econômicos, como o relatório de emprego (payroll) e o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que serão divulgados nos próximos dias.

O clima de cautela predominou em Wall Street, com o Dow Jones caindo 0,11% e encerrando o pregão aos 36.204,37 pontos. O S&P500 perdeu 0,54%, fechando em 4.569,78 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 0,84%, terminando o dia com 14.185,49 pontos. Essa correção foi uma reversão em relação ao otimismo da semana anterior, quando havia a possibilidade de o Fed iniciar seu ciclo de afrouxamento monetário em 2024.

No entanto, houve uma exceção notável no mercado: as ações do Spotify subiram 7,46% após o anúncio de um corte de 17% em seu quadro de funcionários. Essa medida visava otimizar os custos da empresa e impulsionou o valor de suas ações.

Além disso, os retornos dos Treasuries dos EUA também registraram aumentos, com o juro do T-bond de 30 anos subindo para 4,420%, refletindo um movimento geral de alta nos rendimentos dos títulos do governo. O mercado permaneceu em alerta, aguardando os próximos dados econômicos que podem influenciar as decisões dos investidores e a direção dos mercados nos próximos meses.

Dólar sobe acompanhando otimismo sobre corte de juros nos EUA, mas analistas alertam para cautela

O dólar brasileiro teve uma valorização significativa, atingindo a marca de R$ 4,94 em um movimento que reflete a correção global nos mercados financeiros. Esse aumento no valor do dólar ocorreu em conjunto com a alta dos juros dos Treasuries nos Estados Unidos e a reavaliação do otimismo dos investidores em relação aos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) no próximo ano.

Um dos principais pontos de discussão sobre essa correção foi a declaração de Mohamed El-Erian, consultor da Allianz, em uma entrevista à CNBC. Ele expressou ceticismo em relação à expectativa do mercado de um corte de juros de 125 pontos-base em 2024 pelo Fed, afirmando que a instituição provavelmente adotará uma abordagem mais cautelosa, a menos que haja sinais claros de recessão nos Estados Unidos. Essa perspectiva mais conservadora fez com que os investidores reavaliassem suas posições e reduzissem o otimismo.

Além disso, a semana trouxe a expectativa de novos indicadores econômicos dos EUA, com destaque para o payroll, que contribuiu para um clima de maior cautela e aversão ao risco nos mercados. No cenário doméstico, a alta do dólar foi impulsionada pela demanda sazonal de fim de ano das empresas, que realizam remessas para suas matrizes no exterior.

Ao final do dia, o dólar à vista fechou em alta de 1,39%, atingindo R$ 4,9487, enquanto o dólar futuro para janeiro subiu 1,36%, chegando a R$ 4,9165. No cenário internacional, o índice DXY teve um ganho de 0,44%, alcançando 103,726 pontos. O euro e a libra também registraram quedas em relação ao dólar.

Essa correção nos mercados serve como um lembrete da importância de acompanhar de perto os desenvolvimentos econômicos e as políticas do Fed nos próximos meses, à medida que os investidores buscam entender melhor o futuro das taxas de juros nos Estados Unidos e seu impacto nos mercados globais.

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