
- Desemprego fica em 5,6%, repetindo o menor nível histórico desde 2012.
- Mercado projeta 5,7% até o fim do ano, dentro de um intervalo de 5,3% a 6,3%.
- Emprego formal segue forte, mas informalidade ainda limita o avanço da renda.
O desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo IBGE. O número ficou levemente acima das projeções do mercado, que esperavam 5,5%, mas ainda representa um dos melhores resultados da história.
Mesmo com a estabilidade, economistas já preveem uma pequena elevação da taxa até o fim do ano, impulsionada pela desaceleração da economia e pelo impacto sazonal do mercado de trabalho no último trimestre.
Emprego segue em alta histórica
A Pnad Contínua mostrou que a taxa atual repete o mesmo patamar do trimestre anterior, mantendo-se como o menor nível desde o início da série histórica, em 2012.
Isso indica que o mercado de trabalho segue robusto, com alta taxa de ocupação e aumento da renda média.
Apesar do bom momento, o IBGE destaca que parte dos novos empregos ainda está concentrada em setores informais, o que limita a expansão do rendimento real.
Mesmo assim, o ritmo de geração de vagas permanece sólido, especialmente em serviços e comércio.
Comparativo com 2024
No mesmo período do ano passado, o desemprego era de 6,4%, o que reforça a melhora do mercado de trabalho brasileiro nos últimos doze meses.
Ademais, o avanço da atividade econômica, o consumo doméstico e programas de incentivo contribuíram para a queda.
Contudo, especialistas alertam que o ritmo de desaceleração da economia pode reduzir a criação de novas vagas até o fim de 2025.
Portanto, o cenário ainda depende do desempenho do PIB e das políticas de estímulo fiscal do governo.
Perspectivas até dezembro
As projeções do mercado financeiro apontam para uma taxa de 5,7% até o fim do ano, dentro de um intervalo entre 5,3% e 6,3%, segundo o levantamento do Projeções Broadcast.
Além disso, o número ainda seria considerado positivo, mantendo o desemprego em níveis historicamente baixos.
Economistas avaliam que o Brasil vive uma fase de estabilização do mercado de trabalho, e que a manutenção do emprego formal dependerá da confiança das empresas e do desempenho da atividade industrial nos próximos meses.