
- Autonomia do Banco Central poderia ter gerado R$ 1,067 trilhão ao governo
- Estudo aponta impacto positivo sobre metas fiscais
- Debate sobre independência da autoridade monetária ganha força
A autonomia financeira e administrativa do Banco Central poderia ter gerado uma receita primária acumulada de aproximadamente R$ 1,067 trilhão para o governo federal nos últimos 18 anos, segundo levantamento divulgado na última segunda-feira.
O valor, corrigido pela inflação, reforça o debate sobre os impactos fiscais da independência da autoridade monetária nas contas públicas brasileiras.
Estudo muda debate sobre autonomia
A discussão sobre autonomia do Banco Central costuma girar em torno dos efeitos sobre juros, inflação e política monetária.
Entretanto, o levantamento indica que a independência financeira da instituição poderia também ter contribuído diretamente para o equilíbrio fiscal do país ao longo dos anos.
Além disso, o montante projetado supera com folga diversos programas fiscais implementados nas últimas décadas e poderia ter ajudado o governo a cumprir metas fiscais com maior facilidade.
Debate ganha força no mercado
O tema voltou ao centro das atenções em meio às discussões sobre sustentabilidade das contas públicas e relação entre governo e autoridade monetária.
Enquanto isso, investidores seguem acompanhando possíveis mudanças institucionais envolvendo o Banco Central, principalmente diante dos impactos sobre juros, câmbio e percepção de risco do país.
Além disso, o mercado avalia que maior previsibilidade institucional costuma beneficiar ativos brasileiros no longo prazo.