Voando baixo

Ibovespa faz história: 15 altas seguidas, novo recorde e euforia com juros e IPCA

Principal índice da Bolsa brasileira sobe 1,60%, marca 157 mil pontos pela primeira vez e engata sequência inédita de ganhos desde 1994.

Fechamento mercado
  • Ibovespa fecha em recorde histórico aos 157.748 pontos, alta de 1,60%
  • Ata do Copom menos dura e IPCA benigno impulsionam o rali
  • Braskem, Movida e Petrobras lideram ganhos; Natura despenca

O Ibovespa (IBOV) vive um momento histórico. O índice subiu 1,60% nesta terça-feira (11), aos 157.748,60 pontos, marcando a 15ª alta consecutiva, sequência que não acontecia desde 1994. Com isso, o principal indicador da B3 atingiu nova máxima histórica, tanto de fechamento quanto intradiária, ao tocar 158.467,21 pontos.

A valorização foi impulsionada por dados benignos de inflação, leitura mais suave da ata do Copom e otimismo global após sinais de que o shutdown dos EUA pode chegar ao fim.

Ata do Copom sinaliza trégua nos juros

O mercado já começou o dia otimista com a divulgação da ata do Copom, que manteve a Selic em 15%, mas indicou abertura para cortes no início de 2026.

Além disso, segundo Rodolfo Margato, economista da XP, o texto foi menos duro do que o esperado e pode permitir reduções graduais de juros a partir de março.

Portanto, investidores voltaram a apostar em política monetária menos restritiva, o que reforça o apetite por risco e sustenta o rali da Bolsa.

IPCA abaixo do esperado anima mercado

O segundo impulso veio do IPCA de outubro, que subiu apenas 0,09%, a menor variação desde 1998.

Nesse sentido, para Pablo Spyer, da Ancord, o dado mostra controle da inflação e melhora da expectativa para o fim de 2025, com o índice dentro da meta de 4,46%.

O dólar recuou 0,64%, a R$ 5,27, e os juros futuros caíram em toda a curva, reforçando o ambiente de otimismo.

Destaques corporativos: Braskem dispara, Natura derrete

Entre os destaques do dia, Braskem (BRKM5) subiu 18,04% com rumores de avanço nas negociações entre Novonor e o fundo IG4 Capital para venda da fatia de controle. A empresa também fechou acordo bilionário de R$ 1,2 bi com Alagoas, relacionado ao desastre em Maceió.

Ademais a Movida (MOVI3) avançou 15,93% após lucro acima do esperado no 3T25, enquanto MBRF (MBRF3) subiu 8,15% com ajuda da reabertura do mercado chinês.

Desse modo, na ponta oposta, Natura (NATU3) despencou 15,65%, refletindo resultados fracos no trimestre.

Vale, Petrobras e bancos impulsionam o índice

As ações da Petrobras (PETR4) avançaram 2,60%, acompanhando a alta do petróleo. Já Vale (VALE3) recuou 0,26%, com minério estável.

Além disso, os bancos também ajudaram a puxar o índice, com BBAS3 subindo 3,03%, seguido por ITUB4, BBDC4 e SANB11, todos em terreno positivo.

Em suma, com o clima externo favorável e os dados locais benignos, investidores já estão na expectativa para o 16º pregão consecutivo de alta.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.