
- Habitação e artigos de residência ajudam a conter alta, enquanto saúde e transportes sobem mais.
- IPCA sobe 0,09%, menor alta para outubro desde 1998.
- Inflação acumulada em 12 meses cai para 4,68%, ainda acima do teto da meta.
A inflação brasileira, medida pelo IPCA, registrou alta de apenas 0,09% em outubro, segundo o IBGE, após avanço de 0,48% em setembro. O resultado surpreendeu ao ficar abaixo da mediana das projeções (0,14%) e marcar a menor variação mensal desde 1998, com alta de apenas 0,02%.
Com o dado, o IPCA acumula alta de 3,73% em 2025 e 4,68% nos últimos 12 meses, abaixo dos 5,17% observados até setembro. A inflação segue acima do teto da meta do Banco Central (4,5%), que exige seis leituras consecutivas abaixo para confirmar o cumprimento.
Desempenho por grupos: habitação recua e alimentos estabilizam
Dos nove grupos que compõem o IPCA, habitação teve destaque negativo, caindo de +2,97% em setembro para -0,30% em outubro, ajudando a conter o índice geral.
Além disso, alimentação e bebidas interromperam a sequência de quedas, saindo de -0,26% para leve alta de 0,01%, enquanto transportes subiram 0,11%, refletindo o aumento em combustíveis e passagens.
Desse modo, os grupos de saúde e cuidados pessoais também aceleraram, de 0,17% para 0,41%, e vestuário manteve ritmo positivo (+0,51%).
Já artigos de residência (-0,34%) e comunicação (-0,16%) seguiram em queda moderada, contribuindo para o controle geral dos preços.
Difusão e leitura de mercado
O Índice de Difusão, que mede o percentual de produtos e serviços com aumento de preços, ficou estável em 52,3%, mostrando que a alta de preços ainda se espalha de forma moderada pela economia.
Sem alimentos, o indicador caiu de 55,5% para 54,5%, reforçando o movimento de desaceleração.
Ademais, para economistas, o resultado dá fôlego ao Banco Central, mas ainda não é suficiente para alterar o tom de cautela na política monetária.
Por fim, em outubro, a inflação segue acima da meta, mantendo o Copom em compasso de espera antes de revisar a Selic de 15%.