Contas externas

Brasil surpreende com queda no déficit externo; mas alerta acende para 2026

Déficit das transações correntes cai 31% em 12 meses, mas pressão de serviços e renda mantém alerta no BC.

porto e exportações
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  • Investimento estrangeiro cresce, reforçando a posição financeira do país.
  • Déficit externo cai 31%, sustentado pelo superávit comercial mais forte.
  • Serviços e renda pressionam, com maiores gastos no exterior e mais envio de lucros.

O déficit das contas externas do Brasil recuou para US$ 5,1 bilhões em outubro, em meio ao forte desempenho da balança comercial. O resultado mostra melhora significativa frente ao rombo de 2024, embora ainda indique pressão em áreas sensíveis da economia.

Mesmo com a redução anual para US$ 76,7 bilhões, o balanço segue pressionado por gastos de brasileiros no exterior, serviços de tecnologia e aumento no envio de lucros e juros ao exterior.

Setor externo melhora com superávit comercial maior

O comércio exterior sustentou a melhora. A balança registrou superávit de US$ 6,2 bilhões, quase o dobro do ano anterior.

Exportações cresceram 8,9%, enquanto importações caíram 1,3%, movimento que compensou perdas em outros componentes.

Além disso, o avanço das vendas externas reforçou o saldo positivo justo quando o país enfrenta maiores remessas de recursos ao exterior.

Serviços e renda seguem como principais focos de pressão

Apesar do alívio comercial, a conta de serviços continuou negativa, com déficit de US$ 4,4 bilhões.

Gastos com viagens internacionais subiram 14,5%, e despesas com tecnologia e propriedade intelectual avançaram com força.

No mesmo sentido, a conta de renda primária registrou déficit de US$ 7,4 bilhões, puxado pelo salto de 31,7% nos juros pagos e pelo aumento no envio de lucros e dividendos, que alcançaram US$ 5,3 bilhões.

Investimento estrangeiro se mantém forte e reservas sobem

Mesmo com pressões, o país atraiu US$ 10,9 bilhões em investimento estrangeiro direto (IDP) no mês, mostrando confiança na economia.

Ademais, em 12 meses, o IDP somou US$ 80,1 bilhões, superando o déficit externo.

Por fim, as reservas internacionais fecharam em US$ 357,1 bilhões, avançando com ganhos de juros e valorização de ativos, o que ajuda a reforçar a segurança financeira.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.