
- AZUL4 caiu cerca de 23% após aprovação do plano do Chapter 11.
- Diluição quase total leva BBI a manter recomendação de venda.
- Plano limpa o balanço, com US$ 950 milhões em novo capital.
A Azul (AZUL4) sofreu forte correção nesta sexta-feira após o Tribunal dos EUA aprovar o plano de reorganização da companhia no âmbito do Chapter 11. As ações chegaram a cair 23,6%, negociadas a R$ 0,81, refletindo o temor do mercado com a diluição extrema dos acionistas atuais.
O movimento ocorreu depois de a empresa detalhar os próximos passos da recuperação judicial, protocolada em maio, em Nova York, e confirmar a conversão de grande parte das dívidas em ações.
Reorganização avança, mas custo é elevado
Com a aprovação judicial, a Azul abre caminho para sair do Chapter 11 com um balanço mais enxuto, segundo o Bradesco BBI.
O plano prevê redução relevante da dívida, nova estrutura de pagamentos de leasing e capitalização de US$ 950 milhões, ancorada por investidores estratégicos.
Assim, a companhia ganha fôlego operacional e financeiro. No entanto, o preço para o acionista minoritário é alto.
Diluição quase total dos atuais acionistas
Segundo o BBI, a conversão das dívidas levará os detentores de notas 1L a ficarem com cerca de 97% do capital, enquanto os 2L devem deter aproximadamente 3%.
Dessa forma, os acionistas atuais ficam praticamente zerados após conversões, subscrições e emissão de novos papéis.
Por isso, o banco reiterou recomendação de venda e manteve preço-alvo de R$ 0,50 para AZUL4.