
A taxa média de juros cobrada pelos bancos brasileiros em operações de crédito livre para pessoas físicas e empresas alcançou 46,7% ao ano em novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). Trata-se do patamar mais elevado em mais de oito anos, desde abril de 2017, quando a taxa estava em 48,3% ao ano.
Juros sobem sob Lula
No governo Lula, que assumiu em janeiro de 2023, os juros bancários acumularam alta de 6 pontos percentuais apenas nos 11 primeiros meses de 2025. O aumento reflete o ciclo de elevação da taxa Selic, que atualmente está em 15% ao ano – o maior nível em quase duas décadas.
Dados do Banco Central
- Taxa média geral (recursos livres): Subiu 0,6 ponto percentual em novembro, para 46,7% ao ano.
- Para pessoas físicas: Avançou para 59,4% ao ano (maior desde agosto de 2017), com alta de 0,9 p.p. no mês.
- Para empresas: Caiu ligeiramente para 24,5% ao ano.
- Cheque especial: 141,7% ao ano.
- Cartão de crédito rotativo: 440,5% ao ano – uma das linhas mais caras do mercado, mesmo com limitações impostas pelo Conselho Monetário Nacional em 2024.
Os números excluem modalidades direcionadas, como crédito habitacional, rural e operações com BNDES.
Contexto econômico
A alta dos juros bancários ocorre em meio à manutenção da Selic em 15% pelo Copom, com o objetivo de conter pressões inflacionárias. O spread bancário (diferença entre custo de captação e taxa cobrada ao cliente) também subiu, refletindo maior percepção de risco e inadimplência.
Especialistas alertam que taxas elevadas encarecem o crédito para famílias e empresas, freando o consumo e o investimento. Para pessoas físicas, modalidades como rotativo do cartão e cheque especial continuam proibitivamente caras, apesar de regras que limitam o endividamento excessivo.
Dados oficiais: Banco Central do Brasil (Estatísticas Monetárias e de Crédito, novembro/2025)