
- Petrobras suspende perfuração após perda de fluido
- Material é biodegradável e sem impacto ambiental
- Exploração na Foz do Amazonas segue sob forte atenção ambiental
A Petrobras (PETR4; PETR3) interrompeu de forma preventiva a perfuração de um poço exploratório na Foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá. A decisão ocorreu após a identificação de uma perda de fluido de perfuração no último domingo.
Segundo a companhia, a equipe agiu rapidamente, conteve o vazamento e manteve a operação sob total controle, evitando impactos ambientais ou riscos à segurança.
Fluido foi contido e operação segue segura
A Petrobras (PETR4; PETR3) informou que o fluido atende aos limites legais de toxicidade e possui caráter biodegradável. Por isso, a empresa afirma que não houve dano ao meio ambiente nem às pessoas.
A ocorrência apareceu em duas linhas auxiliares que ligam a sonda ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Agora, a companhia levará essas linhas à superfície para avaliação técnica e reparo.
Além disso, a estatal destacou que a sonda e o poço seguem íntegros, em condições seguras, e que o episódio não compromete a integridade da operação.
Área estratégica segue sob atenção
Relatos iniciais indicaram que a paralisação pode durar entre 10 e 15 dias, embora a Petrobras não tenha divulgado um prazo oficial. A perfuração começou em outubro e, inicialmente, deveria durar cerca de cinco meses.
A Foz do Amazonas concentra alto potencial para novas descobertas de petróleo, porém enfrenta forte sensibilidade socioambiental, por estar próxima à costa amazônica e a biomas pouco explorados.
A Petrobras levou anos para obter licença do Ibama, em meio à resistência de ambientalistas, comunidades indígenas e setores do governo. O objetivo do poço é confirmar a presença de petróleo na região.