
- VALE3 e siderúrgicas caíram com a forte queda do minério
- Contratos em Dalian recuaram 2,88%, para US$ 113,94
- Simandou e estoques elevados aumentam temor de excesso de oferta
As ações da Vale (VALE3) e das siderúrgicas brasileiras fecharam em queda nesta segunda-feira, refletindo o recuo expressivo do minério de ferro no mercado internacional. O movimento ocorreu em meio ao aumento do temor de excesso de oferta global da commodity.
Apesar de uma leve redução das perdas ao longo do pregão, o sentimento seguiu negativo, acompanhando a queda dos contratos futuros na China e a revisão das expectativas para o equilíbrio do mercado.
Ações reduzem perdas, mas seguem no vermelho
Por volta das 13h50, os papéis da Vale (VALE3) caíam 0,3%, após chegarem a recuar mais de 1% no início do dia.
Entre as siderúrgicas, a CSN (CSNA3) recuava 1,8%, enquanto Usiminas (USIM5) cedia 1%. Já a Gerdau (GGBR4) operava próxima da estabilidade, com leve baixa.
Além disso, a Metalúrgica Gerdau (GOAU4) também acompanhava o movimento de queda, refletindo o mesmo cenário externo adverso.
Minério cai forte na China
Os contratos de maio do minério de ferro, os mais negociados na Bolsa de Dalian, encerraram o dia em queda de 2,88%, cotados a 794 yuans, o equivalente a US$ 113,94 por tonelada.
Assim, os preços voltaram a níveis que reforçam a cautela dos investidores, especialmente diante do avanço esperado da oferta global nos próximos meses.
Com isso, o setor de mineração voltou ao centro das preocupações do mercado.
Simandou e estoques ampliam temor
O recuo dos preços reflete o receio com a entrada em operação do projeto Simandou, na Guiné, considerado um dos maiores do mundo em minério de ferro de alto teor.
A expectativa é de que a produção do projeto alcance até 120 milhões de toneladas, com demanda concentrada nas siderúrgicas chinesas, aumentando a oferta disponível.
Além disso, o aumento dos estoques nos portos chineses, segundo dados recentes, reforçou a leitura de excesso de minério no curto prazo.