
- Medidas melhoram o sentimento para o setor
- Usiminas e CSN são as mais sensíveis à decisão
- Impacto é positivo, mas ainda moderado no curto prazo
A aprovação de medidas antidumping e do aumento de tarifas de importação pelo Gecex tende a melhorar o ambiente competitivo para as siderúrgicas brasileiras listadas na B3, ao reduzir a entrada de aço importado, sobretudo da China e da Índia.
Na prática, a decisão protege os preços domésticos e diminui o risco de compressão de margens no curto prazo.
Quem ganha mais
Entre as empresas de capital aberto, Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) aparecem como as principais beneficiárias.
A CSN é a única com exposição direta ao aço pré-pintado, produto atingido pelo antidumping, que representa cerca de 10% de suas vendas. Já a Usiminas tende a se beneficiar de forma indireta, pois qualquer recuperação de preços tem efeito relevante sobre sua rentabilidade.
Segundo estimativas de mercado, uma alta de 1% no preço doméstico do aço pode elevar o Ebitda da Usiminas em até 9%, enquanto o impacto seria de cerca de 1% na CSN e 2% na Gerdau (GGBR4).
Efeito sobre importações
O aumento da tarifa para 25% deve tornar parte das importações economicamente inviável, aproximando os preços internos da paridade internacional.
Isso reduz a concorrência externa justamente em um momento de demanda doméstica mais fraca.
No entanto, analistas ponderam que a penetração de importados já vinha caindo, o que limita um efeito mais expressivo nos preços no curto prazo.
O que ainda está no radar
O mercado agora acompanha a possibilidade de novas medidas antidumping sobre laminados a frio, galvanizados e HRC.
Isso devido ao fato de que elas podem ter impacto maior.
Especialmente nos galvanizados, segmento em que cerca de 30% da demanda brasileira depende de importações.