
A Copasa (CSMG3) avançou no processo de privatização ao definir um modelo societário semelhante ao da Sabesp (SBSP3), com estrutura de corporation e possibilidade de um investidor âncora, segundo relatório do Santander divulgado nesta terça-feira.
Com isso, o banco reiterou a recomendação de Outperform para a ação, com preço-alvo de R$ 61,68 para o fim de 2026, o que implica potencial de alta relevante frente à cotação atual de R$ 50,77.
Modelo de privatização destrava valor
O plano prevê privatização via oferta secundária, sem emissão primária de ações, o que evita diluição e aumenta o apelo ao investidor, segundo os analistas.
Além disso, o modelo permite, mas não obriga, a entrada de um investidor estratégico, que poderá deter mínimo de 30% do capital, com lock-up rigoroso de longo prazo.
Caso não haja investidor âncora, o governo de Minas Gerais poderá vender 100% da sua participação, aumentando a liquidez e o free float da companhia.
Regras de governança reduzem riscos
O desenho inclui limite de poder de voto em 45%, exigência de experiência em infraestrutura e possibilidade de acordo de acionistas com direitos de veto ao Estado.
Segundo o Santander, essas regras reduzem riscos políticos, fortalecem a governança e aproximam a Copasa de pares privados do setor.
O banco avalia que o modelo aumenta a previsibilidade regulatória e sustenta a Copasa como uma das top picks da América Latina no setor.
Números reforçam tese positiva
A Copasa encerrou 2025 com EBITDA estimado em R$ 2,94 bilhões, com projeção de R$ 3,31 bilhões em 2026, segundo o relatório.
A empresa negocia a EV/EBITDA de 8,7 vezes em 2026, abaixo de pares privatizados, mesmo após alta acumulada de 133% em 12 meses.
Apesar da pressão sobre o fluxo de caixa livre no curto prazo, o Santander vê o movimento como transitório diante do ciclo de investimentos.