
- Lucro do Santander (SANB11) vem em linha, mas mercado reage mal
- Inadimplência maior pressiona leitura sobre qualidade dos ativos
- Analistas mantêm visão mista e recomendações inalteradas
O Santander Brasil (SANB11) divulgou lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões no 4T25, alta de 6% em base anual e praticamente em linha com o consenso. Mesmo assim, o mercado reagiu negativamente.
Na abertura do pregão, as ações SANB11 caíam 2,45%, negociadas a R$ 35,06, refletindo preocupações com a qualidade dos ativos.
Qualidade do crédito vira principal ponto de atenção
O ROAE ficou em 17,6%, estável na comparação trimestral, enquanto a carteira de crédito alcançou R$ 708 bilhões, com crescimento de 3,7% em 12 meses.
Apesar disso, o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,7%, avanço de 30 pontos-base frente ao trimestre anterior, puxado principalmente por PMEs.
Além disso, a inadimplência inicial também piorou, reforçando a leitura de um ambiente mais desafiador no crédito.
Custos ajudam, mas não compensam totalmente
Do lado positivo, as despesas operacionais caíram 2% na comparação anual, apoiadas pela redução de pessoal e fechamento de agências.
O banco destacou avanços na agenda de eficiência, com corte de cerca de 6 mil funcionários e 580 agências ao longo de 2025.
Ainda assim, outras despesas pressionaram o índice de eficiência, limitando uma leitura mais construtiva do trimestre.
Analistas mantêm visão mista
O JP Morgan avaliou o resultado como em linha, destacando a baixa alíquota efetiva de imposto, mas manteve cautela com o crédito.
O Bradesco BBI e o Citi reforçaram leitura neutra, citando deterioração dos indicadores de ativos.
Já o Goldman Sachs seguiu com recomendação de venda, apontando receitas fracas e piora sequencial na qualidade do crédito.
Após o balanço, o mercado segue dividido: 4 recomendações de compra, 5 neutras e 1 de venda, segundo a LSEG.