
- Banco do Brasil (BBSA3) deve ter o pior resultado entre os bancões no 4T25
- Provisões no agro seguem pressionando lucro e rentabilidade
- Setor financeiro permanece resiliente, com exceção da estatal
A temporada de balanços dos grandes bancos no 4T25 começa com expectativa de queda próxima de 10% no lucro agregado, puxada pelo desempenho mais fraco do Banco do Brasil (BBAS3).
Analistas apontam que novos provisionamentos, sobretudo no crédito rural, devem pressionar o resultado da estatal e contrastar com a resiliência de Itaú, Bradesco e Santander.
Pressão no lucro
Estimativas indicam lucro líquido de cerca de R$ 4,1 bilhões para o Banco do Brasil no 4T25.
O número representa queda próxima de 60% na comparação anual, apesar de ainda ser relevante em termos absolutos.
Com isso, o BB deve ser o principal responsável pela retração do lucro conjunto dos bancões.
Agro no centro do problema
A deterioração da carteira do agronegócio segue como o principal ponto de atenção.
Além disso, analistas veem provisões elevadas também em segmentos de pessoas físicas e PMEs.
Esse cenário reduz visibilidade e mantém o papel sob avaliação mais cautelosa.
Comparação com os pares
Enquanto o BB enfrenta ajustes, Itaú (ITUB4) deve liderar o setor em rentabilidade, com ROE acima de 24%.
Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) tendem a mostrar evolução gradual, com controle da inadimplência.
Assim, o desempenho do BB destoará do tom mais sólido dos concorrentes.