
- Ibovespa corrige após recordes, com queda próxima de 3%
- Bancos lideram perdas, com foco em inadimplência
- Indicações ao BC e fiscal elevam cautela do mercado
O Ibovespa recuou forte nesta quarta-feira, chegando a uma queda próxima de 3%, após renovar máximas históricas na véspera.
O movimento reflete uma correção técnica, somada à queda das ações de bancos e à repercussão das indicações ao Banco Central.
Bancos puxam a queda do índice
Logo no início da tarde, o Ibovespa aprofundou as perdas com pressão concentrada no setor financeiro.
As ações do Santander Brasil (SANB11) caíram após o banco reportar alta da inadimplência, apesar do lucro recorde.
Além disso, BBDC4, ITUB4 e BBAS3 recuaram mais de 2% a 4%, ampliando o impacto negativo no índice.
Correção após máximas históricas
Na avaliação de analistas, a queda ocorre após uma sequência de altas expressivas.
Mesmo assim, o movimento não invalida a tendência positiva de médio prazo, segundo casas de análise.
Ainda assim, sinais de exaustão no curto prazo já vinham sendo observados desde o pregão anterior.
BC e fiscal aumentam cautela
No radar, o mercado reagiu às possíveis indicações para diretorias do Banco Central pelo governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve endossar nomes ligados ao Ministério da Fazenda, o que elevou a percepção de risco.
Além disso, temores fiscais ganharam força após a aprovação de medidas que ampliam gastos públicos.