Unanimidade

Vibra (VBBR3) vira consenso: 100% do mercado recomenda compra da ação

Goldman Sachs eleva recomendação e reforça tese de margens, juros e combate à informalidade.

vibra energia vbbr3 pagara r 1485 milhoes de jcp em dezembro
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  • Goldman Sachs elevou Vibra (VBBR3) para compra
  • 100% do sellside agora recomenda buy
  • Queda da Selic pode impulsionar fortemente o lucro

A Vibra (VBBR3) passou a ser unanimidade entre os analistas. Com o upgrade do Goldman Sachs de neutral para buy, 100% do sellside agora recomendam compra da ação.

Além disso, o banco vê a companhia como principal beneficiária do novo ciclo do setor, combinando ganho de margem, queda de juros e ambiente concorrencial mais favorável.

Margens e participação de mercado

Segundo o Goldman Sachs, a intensificação do combate à informalidade no mercado de combustíveis deve favorecer as grandes distribuidoras. Com isso, a Vibra tende a ganhar participação de mercado, ao mesmo tempo em que expande margens operacionais.

Como a maior parte do Ebitda vem da distribuição, a empresa aparece bem posicionada para capturar esse movimento positivo. Esse fator, portanto, reforça a atratividade da tese no curto e médio prazo.

Além disso, o banco avalia que a Vibra possui escala, capilaridade e eficiência operacional superiores. Esses elementos aumentam a capacidade de absorver demanda formal e sustentar rentabilidade.

Queda da Selic como catalisador

Outro pilar central da tese envolve os juros no Brasil. Por ser mais alavancada que a Ultrapar, a Vibra tende a se beneficiar de forma mais intensa da queda da Selic.

Nas estimativas do Goldman, cada corte de 1 ponto percentual na Selic pode elevar o lucro líquido da Vibra em cerca de 4%. No caso da Ultrapar, o impacto estimado é menor, de aproximadamente 3%.

Assim, em um cenário de afrouxamento monetário, a alavancagem passa a atuar como fator positivo. Esse efeito aumenta o potencial de geração de valor aos acionistas.

Comerc e valuation

Os analistas também destacaram a postura disciplinada da gestão em relação à possível venda da Comerc, braço de energia renovável da companhia. Segundo a administração, não há pressa para realizar a transação.

O setor de renováveis ainda enfrenta desafios operacionais, especialmente ligados ao curtailment. Por isso, uma venda imediata poderia não maximizar valor.

Nesse contexto, o Goldman avalia que uma eventual alienação futura pode ocorrer a valuation mais elevado, com custo de capital menor e ambiente regulatório mais favorável.

Avaliação de mercado

A Vibra (VBBR3) negocia em máxima histórica, próxima de R$ 30,30. O valor de mercado da companhia gira em torno de R$ 36,4 bilhões.

Atualmente, a ação negocia a cerca de 11 vezes o lucro projetado para este ano. Para os analistas, o múltiplo ainda é atrativo diante do cenário esperado.

Com isso, o consenso de compra reflete uma assimetria positiva de risco-retorno. O mercado passa a enxergar a Vibra como uma das principais apostas do setor.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.