
- ROE de 24,4% no trimestre reforça a força operacional do Itaú, no maior nível desde 2015.
- Balanço confirma crescimento de receitas e crédito, apesar de pressões em custos e capital.
- Analistas veem qualidade no papel, mas divergem sobre o timing ideal de compra após a alta recente.
O Itaú Unibanco (ITUB4) apresentou um resultado considerado robusto e consistente pelo mercado, com avanço relevante de lucro e rentabilidade em patamar recorde. O desempenho reforçou a posição do banco entre os favoritos do setor financeiro.
Apesar disso, a pergunta central para o investidor agora é se ainda há espaço para novas altas. Analistas reconhecem a qualidade do balanço, mas avaliam que parte do otimismo já está refletida no preço das ações.
Balanço confirma força operacional
O Itaú entregou lucro recorrente acima do registrado no ano anterior, sustentado por crescimento de receitas e controle do risco de crédito. Além disso, o banco mostrou resiliência mesmo diante de um ambiente macroeconômico mais desafiador.
A rentabilidade chamou atenção, com ROE de 24,4% no trimestre, o maior nível desde 2015. Ao mesmo tempo, houve avanço da margem financeira, crescimento em serviços e seguros e expansão da carteira de crédito, que subiu 6,3% na comparação trimestral.
Ainda assim, alguns pontos exigem cautela. O Índice de Basileia recuou para 15,2%, embora siga confortável, enquanto o índice de eficiência permanece elevado. Além disso, as despesas cresceram, refletindo pressões de custo comuns ao setor.
Comprar ou esperar?
Para a MSX Invest, o Itaú segue como a principal preferência entre os grandes bancos, combinando previsibilidade, disciplina de custos e retorno elevado. A casa vê reação neutra a levemente positiva no curto prazo, mas entende que o guidance reforça potencial de valorização.
Já o Benndorf Research adota postura mais cautelosa. A avaliação é de que as ações ficaram mais caras após a recente alta, o que limita ganhos adicionais no curto prazo, embora o papel permaneça no radar para eventuais correções.
Na Options, a recomendação segue sendo de compra, com foco no longo prazo. Mesmo sem ser o ativo com maior upside imediato, o Itaú é visto como uma ação sólida para carregar em carteira, sustentada pela manutenção e possível avanço do ROE.