
- ITUB4 entregou retorno médio anual de 23% ao acionista em cinco anos, somando dividendos e valorização.
- Lucro recorde no 4T e guidance mais forte sustentam a tese de crescimento, com crédito em aceleração.
- Ação renova máxima histórica e se aproxima de R$ 500 bilhões em valor de mercado, reforçando confiança do mercado.
O Itaú Unibanco (ITUB4) voltou a renovar o all-time high na Bolsa após divulgar mais um balanço forte, reforçando a percepção de consistência do maior banco do país. Em cinco anos, a combinação entre valorização da ação e dividendos gerou retorno médio anual de 23% ao acionista, patamar considerado elevado pelo próprio comando da instituição.
Além disso, o movimento aproximou o valor de mercado do banco de R$ 500 bilhões, um nível inédito. Para o CEO Milton Maluhy Filho, a criação de valor é estrutural e tende a se refletir no valuation no longo prazo.
Resultado reforça tese de valor
O Itaú registrou lucro líquido recorde de R$ 12,26 bilhões no quarto trimestre, em linha com o consenso do mercado.
Com isso, manteve a reputação de entrega previsível, fator que sustenta a ação como top pick no setor bancário.
Desde o início da atual gestão, o banco distribuiu R$ 105 bilhões em proventos, com payout de 58%.
Segundo Maluhy, esse histórico sustenta a confiança na continuidade dos retornos, mesmo em um cenário macro mais incerto.
Guidance aponta crescimento
Para 2026, analistas projetam lucro acumulado de cerca de R$ 50,6 bilhões, acima dos R$ 46,83 bilhões registrados no ano passado.
Ao mesmo tempo, o banco prevê crescimento da carteira de crédito entre 5,5% e 9,5%, com ponto médio de 7,5%.
Embora o CEO não veja um segmento dominante, o crédito para grandes empresas pode enfrentar maior volatilidade.
Ainda assim, o Itaú reforça conforto com o ritmo atual e com a execução da estratégia.
Mercado reage
Após o balanço, as ações subiram 2%, fechando a R$ 45,52, nova máxima histórica.
Em 12 meses, ITUB4 acumula alta de 50%, levando o valor de mercado a cerca de R$ 485 bilhões.
Ademais, questionado sobre reprecificação, Maluhy evitou projeções.
Por fim, segundo ele, o foco segue sendo ampliar a criação de valor, que tende a aparecer no valuation ao longo do tempo.