
- Bitcoin recupera os US$ 68 mil após maior queda desde a crise da FTX
- Liquidações e desalavancagem impulsionaram o movimento, não os fundamentos
- Volatilidade dispara e mercado monitora suporte em US$ 60 mil
O Bitcoin voltou a subir nesta sexta-feira e recuperou a faixa dos US$ 68 mil, após registrar a maior queda diária desde o colapso da FTX. O movimento aliviou parte das perdas recentes, mas manteve o mercado em alerta.
Na quinta-feira, o ativo chegou a despencar até 14% e quase perdeu o nível de US$ 60 mil, em meio a liquidações forçadas e forte redução de posições alavancadas.
Volatilidade domina o mercado
Além do Bitcoin, outras criptomoedas também reagiram. O Ether subiu cerca de 5%, enquanto o Solana avançou 4,5%, após quedas acentuadas no dia anterior.
Analistas apontam que a correção recente ocorreu menos por fundamentos e mais por desmonte indiscriminado de posições, especialmente de fundos alavancados. Esse movimento aumentou a instabilidade em todo o mercado cripto.
Como reflexo, o índice de volatilidade implícita do Bitcoin saltou para mais de 97%, quase o dobro do nível registrado no dia anterior, indicando um ambiente ainda frágil.
O que o mercado observa agora
A reação a partir dos US$ 60 mil sugere a formação de um suporte técnico relevante. Ainda assim, gestores alertam que o sentimento segue cauteloso e não indicam uma retomada forte no curto prazo.
Nas últimas 24 horas, cerca de US$ 2,1 bilhões em posições compradas em criptomoedas foram liquidadas, segundo dados de mercado. Mesmo assim, alguns investidores voltaram às compras diante do aumento da volatilidade.
Agora, o foco está em saber se o Bitcoin conseguirá se sustentar acima dos US$ 60 mil. Caso perca esse patamar, analistas avaliam que o ativo pode testar níveis mais baixos.