
- Ibovespa sobe 45% em 12 meses, mas Brasil ainda negocia com desconto relativo
- Seleção de ativos é crucial após o rali; setores sensíveis a juros ganham espaço
- Exportadoras e dividendos ajudam a equilibrar risco em 2026
O Ibovespa acumula alta de 45% em 12 meses, enquanto fevereiro avança levemente. Para gestores, o rali elevou o nível de exigência, mas não encerrou o ciclo de ganhos.
A leitura central é que o Brasil ficou para trás por anos e ainda negocia com desconto frente a outros emergentes e aos EUA. Além disso, a rotação global de capital segue favorecendo o país.
Onde gestores veem valor
Na Real Investor, o foco recai sobre setores sensíveis a juros e à retomada doméstica, como varejo alimentar, shoppings, logística e construção. Ao mesmo tempo, a casa defende proteção via exportadoras em cenários adversos, citando Petrobras (PETR3, PETR4), Vale (VALE3) e Suzano (SUZB3).
A estratégia combina perfis distintos para atravessar ciclos. Exemplos incluem Porto Seguro (PSSA3), mais ligada a crescimento, e BB Seguridade (BBSE11), com forte geração de caixa e payout elevado.
Na SPX, a disciplina de valuation ganha peso após a alta. A casa mantém preferência por utilities, especialmente geradoras, onde o preço de longo prazo da energia parece subestimado, e por shoppings, com destaque para Allos (ALOS3), combinando previsibilidade e dividendos sem prêmio excessivo.