
- JP Morgan corta projeções do Bradesco (BBDC4) após o 4T25
- Banco vê teto do ROE em torno de 17% no médio prazo
- Recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 22
O JP Morgan revisou para baixo as projeções do Bradesco (BBDC4) para 2026 após a divulgação dos resultados do 4T25, citando pressão de custos operacionais.
Apesar do ajuste, o banco afirma que o ponto central da análise está no limite estrutural da rentabilidade, com o ROE devendo ficar perto de 17% no médio prazo.
Rentabilidade sob pressão
O JP Morgan reduziu em 2,5% a estimativa de receita, para R$ 27,5 bilhões, e passou a projetar ROE de 15,5% após o quarto trimestre.
Segundo o relatório, custos operacionais mais elevados seguem limitando a recuperação da rentabilidade. Além disso, os ativos fiscais diferidos continuam a pesar sobre o resultado.
Com isso, o banco não espera que o ROE retorne ao intervalo entre 18% e 20% no curto prazo.
Comparação e valuation
Na comparação com o Itaú Unibanco, o JP Morgan avalia que o Bradesco dificilmente superará ROE entre 17% e 17,5% sem mudanças relevantes no cenário.
Mesmo assim, o papel segue atrativo em dividendos, com dividend yield estimado em 7,6% e crescimento de lucro projetado de 12% para 2026 e 2027.
Ainda assim, o banco mantém recomendação neutra para BBDC4, negociada a 1,3 vez o valor patrimonial e 7,9 vezes o lucro estimado para 2026.