
- Mercado espera balanço sem surpresas positivas no 4T25
- Volumes e margens seguem pressionados no Brasil
- Bancos mantêm cautela com lucros e valuation da ABEV3
Analistas avaliam que o balanço da Ambev (ABEV3) no 4T25 deve trazer poucas surpresas positivas, em meio à continuidade da pressão sobre volumes no Brasil.
Dados recentes do setor reforçam essa leitura, enquanto bancos seguem cautelosos com a dinâmica de lucros em 2026.
Volumes seguem no centro das atenções
Indicadores do setor mostram queda de 5% na produção industrial em dezembro, segundo o IBGE, além de retração relevante em concorrentes.
Nesse cenário, o Goldman Sachs acredita que a queda de 3% a 4% nos volumes de cerveja no Brasil já está amplamente precificada pelo mercado.
Assim, o banco vê assimetria limitada antes do resultado e manteve recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 11,30.
Margens e valuation limitam otimismo
O Itaú BBA espera um 4T25 fraco, embora projete volumes ligeiramente melhores que o temido, com EBITDA estimado em R$ 8,4 bilhões.
Já o Bradesco BBI segue cético quanto ao poder de precificação e projeta pressão de custos em 2026, apesar do suporte de outras divisões.
Diante disso, bancos veem o valuation da Ambev como um fator limitante e mantêm recomendação neutra para a ação.