
- Raízen perde grau de investimento e amplia queda das ações
- Agências veem maior risco de reestruturação da dívida
- Venda de ativos surge como principal alívio de curto prazo
As ações da Raízen (RAIZ4) caíram novamente e passaram a negociar abaixo de R$ 0,80, ampliando o movimento de forte aversão a risco.
O mercado reagiu ao rebaixamento de ratings, à contratação de assessores financeiros e ao aumento da percepção de risco de reestruturação da companhia.
Corte de rating eleva risco percebido
As agências Fitch Ratings, S&P Global Ratings e Moody’s retiraram o grau de investimento da Raízen.
Os relatórios apontaram liquidez pressionada, consumo recorrente de caixa e frustração de aportes esperados dos controladores.
Além disso, o ambiente operacional fraco em açúcar e etanol elevou a projeção de alavancagem para 5,0x–5,5x em 2026.
Liquidez e venda de ativos no radar
A companhia contratou Rothschild & Co, além dos escritórios Pinheiro Neto e Cleary Gottlieb, para avaliar alternativas de capital.
Segundo a empresa, a análise segue em caráter exploratório, sem decisões vinculantes até o momento.
Enquanto isso, o mercado acompanha a possível venda de ativos na Argentina, avaliada em mais de US$ 1 bilhão, como potencial reforço de caixa.