Quedas contábeis

Vale (VALE3) afunda no 4T com prejuízo de US$ 3,8 bi após baixas bilionárias

Mineradora cita impairments no níquel e efeito fiscal, mas mantém lucro anual e metas operacionais.

VALE3
  • Prejuízo de US$ 3,8 bilhões no 4T25 após baixas no níquel e efeito fiscal
  • Lucro proforma de US$ 1,4 bilhão e lucro anual de R$ 13,8 bilhões
  • Ebitda de US$ 4,5 bilhões e dívida em US$ 15,5 bilhões dentro da meta

A Vale (VALE3) registrou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no 4T25, multiplicando por cinco a perda de um ano antes, pressionada por baixas contábeis relevantes. No mesmo período de 2024, o prejuízo havia sido de US$ 694 milhões.

No entanto, na base proforma, que exclui efeitos de Brumadinho, descaracterização de barragens e itens não recorrentes, a companhia teria apurado lucro de US$ 1,4 bilhão. Em 2025, o lucro consolidado somou R$ 13,8 bilhões.

Baixas no níquel e efeito fiscal pesam no resultado

A Vale reconheceu US$ 3,5 bilhões em impairments nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, após revisar premissas de preço de longo prazo. Além disso, contabilizou US$ 2,8 bilhões em baixa de imposto diferido em subsidiárias.

Com isso, o resultado final sofreu impacto direto dessas decisões contábeis. Ainda assim, a empresa destacou que cumpriu todos os guidances de 2025, reforçando a execução operacional.

Portanto, embora o prejuízo contábil tenha chamado atenção, o desempenho operacional mostrou resiliência, especialmente em volumes e custos.

Ebitda forte e dívida sob controle

O Ebitda ajustado ficou em US$ 4,5 bilhões, enquanto o Ebitda proforma alcançou US$ 4,8 bilhões, com margem de 44%. A receita líquida somou US$ 11 bilhões, alta de 9% no ano.

Além disso, a dívida líquida expandida caiu para US$ 15,5 bilhões, dentro da meta de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões. Contudo, como o indicador se aproxima do teto da faixa, o mercado reduz a expectativa de dividendos extraordinários no curto prazo.

Por fim, o desempenho operacional mostrou avanço nas vendas de minério, cobre e níquel, sustentando geração de caixa recorrente de US$ 1,6 bilhão no período.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.